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	<title>Reticências Entre Parênteses</title>
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	<description>um silêncio por entre as têmporas - a ricochetear</description>
	<pubDate>Tue, 27 May 2008 20:42:11 +0000</pubDate>
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		<title>Acordo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 20:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>influser</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Existencial]]></category>

		<category><![CDATA[30 Seconds to Mars]]></category>

		<category><![CDATA[Acordo]]></category>

		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>

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		<category><![CDATA[Medo]]></category>

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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[s. m.,
ajuste;
convenção;
conciliação;
concordância;
conformidade;
Jur.,
entendimento das partes num contrato.
Eu gostaria de ser mais imparcial ao escrever esse texto, não queria que fosse dessa forma. Mas ainda não sou PhD em língua portuguesa e não vejo outra forma de tocar no assunto.
Conversava com um amigo que há muito não via. Falávamos sobre nossas vidas. As complicações, as soluções, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>s. m.,</strong><br />
ajuste;<br />
convenção;<br />
conciliação;<br />
concordância;<br />
<span style="text-decoration: line-through;">conformidade;</span><br />
<strong>Jur.,</strong><br />
entendimento das partes num contrato.</p>
<p>Eu gostaria de ser mais imparcial ao escrever esse texto, não queria que fosse dessa forma. Mas ainda não sou PhD em língua portuguesa e não vejo outra forma de tocar no assunto.</p>
<p>Conversava com um amigo que há muito não via. Falávamos sobre nossas vidas. As complicações, as soluções, e aquelas coisinhas que são complicadas, tem solução, mas estão totalmente fora de alcance. Coisinhas que nos fazem sentar e esperar, mesmo sem a certeza de que o tempo vai passar, a gente vai ganhar altura e conseguir alcançar o problema para tirá-lo de lá.</p>
<p>Muita coisa só serve pra conselho. Na hora de dar a alguém ta tudo bem, na hora de fazer uso próprio é nulo, desaparece. Eu ando lá (e cá) com meus perrengues. Conflitos internos, entre eu e eu mesma. O máximo que consigo fazer com eles é dividir com pessoas de confiança que sei que vão entender, vão tentar ajudar (mesmo quando não tem como), ou vão dizer: ‘estou tão na merda quanto você’.</p>
<p>Durante a conversa o que ganhou mais destaque não foram nem os problemas em si, as coisas da vida, e sim pequenos atos que podemos deixar de realizar e que fazem toda a diferença.</p>
<p><strong>Diálogo.</strong> Quantas vezes ele é deixado de lado? <strong>80%</strong> dos meus conflitos internos seriam solucionados com uma leve (intensa, dependendo da situação) dose de diálogo. Como futura profissional de Comunicação Social, o diálogo deveria ser a minha primeira característica. E sim, eu estou em busca dele. Corro desesperada <em>(copyright marion*)</em> atrás do fulano, mas acho que ele não gosta muito de mim.</p>
<p>O interessante é que após uma conversa dessas, você se sente esclarecido, iluminado, com vontade de: <em>‘você aí! vem cá, a gente precisa conversar’</em>. Então você pensa no que quer dizer. No que quer transmitir. Pensa nas palavras que não deve usar, pois podem inspirar outras conclusões (por parte da pessoa) as quais você não quer que ela chegue. E quando nota, já desistiu de falar. É tão complicado formular um diálogo sem saber a qual diretriz a mente alheia vai chegar, e a última coisa que você quer após “um diálogo” é que nada tenha sido entendido da forma como foi dito.</p>
<p><strong>Medo.</strong> Quantas vezes ele é o motivo pelo qual o tal do diálogo não acontece? <strong>100% </strong>dos meus conflitos internos deixam de ser solucionados, em parte, por causa dele. Então, será que o diálogo foge de mim, ou o medo de me alcança mais rápido? Talvez as duas coisas.</p>
<p>Admito. Sou dessas que deixa de viver muita coisa por medo de falar, mas aos poucos estou me livrando dessas mordaças. O processo é lento, mas estou começando a falar. E um dia vou conhecer todas as palavras e todas as formas de me comunicar, vou ser muito mais “O Teatro Mágico” e muito menos “30 Seconds To Mars”.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas o sonho<br />
Sonho parece verdade<br />
Quando a gente esquece de acordar<br />
E o dia parece metade<br />
Quando a gente acorda e esquece de levantar<br />
Ah&#8230; e o mundo é perfeito<br />
Mas o mundo é perfeito<br />
O mundo é perfeito&#8230;<br />
*<br />
It&#8217;s a beautiful lie<br />
It&#8217;s a perfect denial<br />
Such a beautiful lie to believe in<br />
So beautiful, beautiful lie<br />
It makes me&#8230;</em></p>
<p>Considero o que foi escrito aqui um <strong>pré-diálogo</strong>. Espero que algumas pessoas que o tenham lido entendam que tenho coisas a resolver com elas, e que falta só um pouco mais de coragem para que isso de fato aconteça.</p>
<p>Sim, eu sei. Demorei a postar novamente. Desculpem-me, mas <strong>o hiato criativo não quer ir embora</strong>. Se alguém tiver alguma solução, qualquer que ela seja: <strong>confesso que to aceitando de tudo</strong>.
<p>__________</p>
<p>Gostou do texto? Vá comentá-lo no blog.</p></p>
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		<title>Paranóia Delirante</title>
		<link>http://influxo.org/reticencias/paranoia-delirante/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 02:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jüke</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Existencial]]></category>

		<category><![CDATA[álcool]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[desespero]]></category>

		<category><![CDATA[dilema]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Cri.se
Do Latim Crise.
momento perigoso ou decisivo;
perturbação que altera o curso ordinário das coisas;
- moral: luta interior entre dois sentimentos;
Do Grego Krísis.
Crise.
Euestouemcrise. Eis aqui o meu tópico frasal. Notas baixas. Princípio de dor de garganta. Tédio. Questões existenciais. Falta de grana. Excesso de dívidas. Questões morais. Tédio. Princípio de dor de garganta. Notas baixas. Dentre outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Cri.se</strong><br />
Do Latim <em>Crise</em>.<br />
momento perigoso ou decisivo;<br />
perturbação que altera o curso ordinário das coisas;<br />
- moral: luta interior entre dois sentimentos;<br />
Do Grego <em>Krísis</em>.<br />
<strong>Crise.</strong></p>
<p>Eu<strong>estou</strong>em<strong>crise</strong>. <span style="color: #999999;">Eis aqui o meu tópico frasal.</span> Notas baixas. Princípio de dor de garganta. Tédio. Questões existenciais. Falta de grana. Excesso de dívidas. Questões morais. Tédio. Princípio de dor de garganta. Notas baixas. Dentre outras coisas que não vale ressaltar, pois você não ia gostar de ler.</p>
<p>Encontro-me naquele momento da vida em que você leva as mãos à cabeça, arregala os olhos, bagunça os cabelos ao puxá-los num ato de total desespero e se pergunta: <strong>‘e agora, comofas?’</strong>. E então ocorre um flash de consciência. Um momento da percepção onde tudo (menos os seus problemas) se esclarece.</p>
<p>Você se dá conta que seu cabelo anda caindo demais. Aquele xampu anti-queda não tem utilidade alguma. Que anda comendo demais. Me nego a citar o que acontece quando se come demais. Que anda bebendo demais (demais, demais, demais-demais). E que seu corpo nem dá mais conta de tanto álcool. E então você volta a se perguntar: <strong>‘como foi que eu cheguei a esse ponto?’</strong>.</p>
<p>Pára. Recapitula. Tenta voltar uns dias pra ver o que te fez pegar essa “estrada errada” (coloquemos dessa forma dramática). Não chega a conclusão alguma. Continua em ponto morto. Recapitula mais ainda, agora anos, ao invés de dias. Quando nota, voltou à infância, totalmente desviado da linha de raciocínio principal.</p>
<p>Pensa nas brincadeiras com pessoinhas que hoje não fazem a menor diferença na sua vida. Na tia da escola. No “É o Tchan” e a Boquinha da Garrafa. Chiquititas. Maria do Bairro. No quanto você odiava (frisando o pretérito imperfeito do indicativo – ação do passado) desenhos estilo anime. Como a lenda do chupa-cabra te deixou algumas noites sem dormir. Em como era bom ser criança. E em como você era idiota de querer crescer logo.</p>
<p>Agora ta aqui (ou aí). Cheio de responsabilidades estranhas. Coisas de adulto. E começa a se sentir pequenininho e insignificante diante do resto do mundo. Começa a se perguntar como vai fazer a sua vida funcionar. Se tem capacidade de chegar aonde seus pais chegaram (isso é, se eles chegaram a algum lugar bom. Se não, o pai de um amigo, conhecido, ou algum famoso também é válido). E se eles tiveram as mesmas dúvidas e a mesma insegurança que você sente agora. Uns medinhos chatos que te fazem ter vontade de jogar tudo pro alto, e em seguida saltar pela janela do quinto andar (sem apologias à menina Isabella, que foi do sexto).</p>
<p>Por fim, desiste. Conclui que <strong>‘nãofas’</strong>. É complexo demais pensar nesse assunto. “Deixa a vida me levar”. Então lhe digo: pega a grana que te resta (que não cobre suas dívidas). Ignora a dor de garganta, pois sabe que não adianta gargarejo com água morna, vinagre e sal. O princípio vai ter meio (longo e doloroso) e fim. Chama os amigos. Senta num bar. E como diria Cássia Eller:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Leva essa.<br />
Traz mais uma.<br />
Põe na conta.<br />
(&#8230;)<br />
No goro eu viajei,<br />
Já tomei demais.<br />
Paranóia delirante,<br />
Eu to na paz.</em></p>
<p>A quem se identificou <em>fikdik</em> (fica a dica): <span style="color: #3366ff;">esse assunto não acaba aqui.</span></p>
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