Acordo

Maio 27th, 2008

s. m.,
ajuste;
convenção;
conciliação;
concordância;
conformidade;
Jur.,
entendimento das partes num contrato.

Eu gostaria de ser mais imparcial ao escrever esse texto, não queria que fosse dessa forma. Mas ainda não sou PhD em língua portuguesa e não vejo outra forma de tocar no assunto.

Conversava com um amigo que há muito não via. Falávamos sobre nossas vidas. As complicações, as soluções, e aquelas coisinhas que são complicadas, tem solução, mas estão totalmente fora de alcance. Coisinhas que nos fazem sentar e esperar, mesmo sem a certeza de que o tempo vai passar, a gente vai ganhar altura e conseguir alcançar o problema para tirá-lo de lá.

Muita coisa só serve pra conselho. Na hora de dar a alguém ta tudo bem, na hora de fazer uso próprio é nulo, desaparece. Eu ando lá (e cá) com meus perrengues. Conflitos internos, entre eu e eu mesma. O máximo que consigo fazer com eles é dividir com pessoas de confiança que sei que vão entender, vão tentar ajudar (mesmo quando não tem como), ou vão dizer: ‘estou tão na merda quanto você’.

Durante a conversa o que ganhou mais destaque não foram nem os problemas em si, as coisas da vida, e sim pequenos atos que podemos deixar de realizar e que fazem toda a diferença.

Diálogo. Quantas vezes ele é deixado de lado? 80% dos meus conflitos internos seriam solucionados com uma leve (intensa, dependendo da situação) dose de diálogo. Como futura profissional de Comunicação Social, o diálogo deveria ser a minha primeira característica. E sim, eu estou em busca dele. Corro desesperada (copyright marion*) atrás do fulano, mas acho que ele não gosta muito de mim.

O interessante é que após uma conversa dessas, você se sente esclarecido, iluminado, com vontade de: ‘você aí! vem cá, a gente precisa conversar’. Então você pensa no que quer dizer. No que quer transmitir. Pensa nas palavras que não deve usar, pois podem inspirar outras conclusões (por parte da pessoa) as quais você não quer que ela chegue. E quando nota, já desistiu de falar. É tão complicado formular um diálogo sem saber a qual diretriz a mente alheia vai chegar, e a última coisa que você quer após “um diálogo” é que nada tenha sido entendido da forma como foi dito.

Medo. Quantas vezes ele é o motivo pelo qual o tal do diálogo não acontece? 100% dos meus conflitos internos deixam de ser solucionados, em parte, por causa dele. Então, será que o diálogo foge de mim, ou o medo de me alcança mais rápido? Talvez as duas coisas.

Admito. Sou dessas que deixa de viver muita coisa por medo de falar, mas aos poucos estou me livrando dessas mordaças. O processo é lento, mas estou começando a falar. E um dia vou conhecer todas as palavras e todas as formas de me comunicar, vou ser muito mais “O Teatro Mágico” e muito menos “30 Seconds To Mars”.

Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah… e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito…
*
It’s a beautiful lie
It’s a perfect denial
Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful lie
It makes me…

Considero o que foi escrito aqui um pré-diálogo. Espero que algumas pessoas que o tenham lido entendam que tenho coisas a resolver com elas, e que falta só um pouco mais de coragem para que isso de fato aconteça.

Sim, eu sei. Demorei a postar novamente. Desculpem-me, mas o hiato criativo não quer ir embora. Se alguém tiver alguma solução, qualquer que ela seja: confesso que to aceitando de tudo.

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