Impossível tirar qualquer pestana depois do almoço por aqui, apesar do calor senegalesco e das férias que (ai!) escorrem por entre os dedos. Tudo porque tem um vendedor de picolés (marca ignorada) que passa com sua geladeirinha de isopor todo início de tarde, ao berros de “vai picolé, vai?” Ele até que começa baixinho – se é que é possível alguém berrar baixo – mas bem depressa está em dolby stereo. E a voz é meio de desenho animado. Pena, porque 20 minutinhos de “cisco” (como dizia meu pai) são suficientes para me refazer. Mas ele não deixa. Ontem não resisti e corri à janela para ver como se parece. Moreno como um bombom de chocolate ao leite, todo arredondadinho (será muito picolé?) e carrega uma barraca de praia – né bobo não!!!
Gravei pra vocês um áudio que mostra a agonia em que nosso amigo fica quando, diante do tremendo calorão, anda, anda e a resposta de consumo não é a esperada. Tá engraçado, porque sou eu dublando, mas não sei inserir aqui no post (socorro editor!) Se me derem uma dica eu coloco…

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