Troco meus 15 minutos de fama por mais meia horinha de sono. Tratar aqui.
18/02/2010 às 15:08

Tubaromem

Publiquei ontem mais uma crítica de cinema no espaço com o qual venho colaborando a convite de um ex-aluno e sempre amigo, o talentoso Raphael Nercessian. Quem quiser conferir, é o blog do Canal Barra – canalbarra.com/blog. Foi sobre o filme “O Lobisomem” e já vou adiantando logo que não gostei! Só que a premissa da licantropia – o sujeito mordido assumir características do Lobo Mau que o mordeu – me levou a uma associação que eu tinha feito faz tempo. Pra ser mais exata, há 15 anos. Na época em que fui a Recife e São Luís apurar material sobre ataques de tubarão para a revista Manchete, na qual era repórter.

Estava acontecendo um seminário internacional sobre ataques de tubarão e os especialistas se dividiam em tentar explicar dois aspectos relacionados ao bicho: qual a melhor tecnologia para evitar um ataque e por quê, de uma hora pra outra, ele teria passado a frequentar as praias recifenses, o que é assunto para um outro post. Conversei com um número bom de garotos que haviam sido mordidos, uma vez que falar com as vítimas fatais, obviamente, não seria mais possível e, depois do terceiro ou o quarto, uma característica comum me chamou a atenção.

Todos tinham um jeito circunspecto, de quem não gosta de falar muito, de quem prefere “nadar” sozinho (se me permitem a digressão) e ficavam frequentemente com o olhar perdido, meio ausentes, entristecidos e ensimesmados. Por mais que tenha restado algum trauma (compreensível, pela violência do evento e pelo sofrimento no processo de recuperação) aqueles garotos tinham se transformado. Não gostaria de vê-los famintos. E, para espanto meu, a maioria continuava surfando…

18/02/2010 às 14:50

Inconfundível

Por puro medo de levar um processo na lata não dou o nome dele. Mas existe um supermercado, ou melhor, uma rede na cidade, em que só entro numa emergência. Não bastasse o mau cheiro que ele exala nas instalações, também na calçada, do lado de fora, o futum é de causar arrepios! Uma mistura nauseabunda de sebo de carne, sanitária e folha de brócolis podre (quando se trata de podridão, é a pior hortaliça!) infesta com miasmas malignos toda a redondeza.

Jamais poderia morar perto de um desses estabelecimentos. Os funcionários simplesmente desconhecem o significado da palavra higiene!

17/02/2010 às 11:34

Balanço do Carnaval 2010

Foto de Jorge Costa

Foto de Jorge Costa

 

No Rio de Janeiro, as novidades foram flagrantes: os blocos estiveram mais organizados e arrastaram mais gente do que de costume. Aqui na Rua Senador Vergueiro, por exemplo, o Cachorro Cansado inaugurou até um trio elétrico! No universo das fantasias femininas, o hit foi a de Minnie Mouse. Já para os homens, destaque do chapéu Panamá, provavelmente sob a influência mística de Zé Pretinho ( para quem não sabe, é uma das manifestações de Exu, do Povo de Rua, imortalizada numa canção de Jorge Benjor, que não é bobo nem nada…).

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