Troco meus 15 minutos de fama por mais meia horinha de sono. Tratar aqui.
14/03/2010 às 8:34

Raciocínio ilógico

Enquanto para alguns a rotina é uma prisão, para outros ela é como um porto seguro. Meu falecido pai, por exemplo, precisava repetir seus rituais diariamente, principalmente de horário para acordar, sair de casa, voltar pra casa, semana a semana. Qualquer alteração, por menor que fosse, nesse mecanismo de relojeiro, o deixava angustiado, até que pudesse retomar o mesmo cotidiano. Uma inofensiva comemoração de aniversário que fosse, fora do script, já era o suficiente para deixar papai “mais perdido do que cachorro em dia de mudança”…

Acredito que ele tivesse algum probleminha do tipo TOC (transtorno obsessivo compulsivo) que, na época, não era conhecido, ou coisa mais grave. No momento, tenho pelo menos duas pessoas de minha relação próxima que estão, por motivos diferentes, ali na fronteira da sanidade mental.

Num cenário assim, contas são um alento. Elas chegam regularmente, sem recurso, e nunca mudam, nunca falham, como uma réstia de estabilidade num mundo já não tão estável.

09/03/2010 às 14:12

Não se pode ter tudo

Na sala dos professores da universidade em que trabalho, existem duas cabines no reservado feminino, separadas uma da outra por uma divisória. Há oito anos, um de meus passatempos preferidos é tentar adivinhar qual das duas, se a da direita ou a da esquerda, está com a porta sem fechar. A armação ficou muito justa, de forma que apenas uma cabe no encaixe por vez.

Para meu desalento, ultimamente tem sido a que tem problemas na descarga.

04/03/2010 às 8:42

Pensamentos que fogem

Se eu quisesse sinceramente escrever tudo o que me passa pela cabeça, precisaria andar com um computador ligado o tempo inteiro. O que vejo, o que ouço, sentimentos que vêm e vão, eles não ficam. Raramente consigo me lembrar mais tarde para compartilhar aqui. Acho que é excesso de informação.

A crise do Arruda, o terremoto do Chile, a candidatura da Dilma, olho em volta e simplesmente não consigo me entusiasmar com o mesmo agendamento da mídia. Não devo entender nada de jornalismo…

Ontem, no entanto, numa banca de defesa de um orientando meu, que fez uma pesquisa sobre marca patrocinadora de  futebol, fiquei pensando: quando retornam do exterior, os jogadores brasileiros trazem consigo não apenas o $$$ que faturaram, mas uma nova forma de gestão de negócio, que inclui cada vez mais a exploração mercantilista da maior paixão popular do país. Nome de anunciante estampado no uniforme debaixo das axilas é um pouco demais!

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