Archive for 'Mercado'

Realidade Aumentada – Bons usos desta tecnologia

Realidade Aumentada (AR: Augmented Reality) agora é tendência na publicidade. Pra quem ainda não conhece como funciona, a realidade aumentada consiste em misturar elementos do mundo virtual com o real através de uma webcam. O processo é simples: uma página é impressa com um marcador (um código) e você coloca em frente a webcam. O site, que usa dessa tecnologia, identifica o código e transforma aquele marcador em um objeto 3D, que ocupa uma posição real como se estivesse em sua mesa, por exemplo.

A grande questão é que por ser algo novo ainda está se descobrindo como utilizar da melhor maneira este tecnologia. Não basta somente imprimir o marcador, ver um bonequinho em cima da mesa e pronto. É necessário que exista uma pertinência para fazer com que o consumidor pegue o anúncio, coloque na frente da webcam e veja o que é, se encante e mande pra um amigo.

Navegando por aí, achei alguns exemplos interessantes de bom uso de realidade aumentada:

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Esses dois são ótimos exemplos de bom uso de RA. Tem benefício maior do que você testar o móvel antes de efetuar a comprae saber que ele vai ocupar determinado espaço? Que a luminária bege combina com a sala? E o tom da camisa? O azul marinho não combina tanto com seu tom de pele? Isso é massa demais. Cada vez mais é provado que realidade aumentada poderá sim contribuir na experiência de venda e torná-la muito mais divertida e única.

AD CeliE, falando em realidade aumentada, Aracaju também já começa a entrar na onda, assim como nas mídias sociais. A Construtora Celi veiculou Segunda Feira (06/07) um anúncio no Cinform informando algumas novidades aos consumidores. No canto direito era visto um marcador e as instruções de utilização. Ao colocar na webcam, um iPhone exibindo o site da Celi sendo navegado é mostrado. A estratégia foi elaborada para divulgar que agora o site da Celi é totalmente adaptado para o iPhone/Safari, trazendo uma nova experiência de compra, além de comunicar à sociedade que a construtora acredita nesta nova tecnologia e que em breve irá utilizar em seus lançamentos. Este anúncio foi o primeiro a ser veiculado em Sergipe usando esta tecnologia, porém ainda é algo muito simples. Precisamos aguardar para ver como as coisas serão daqui pra frente. A criação foi da agência Teaser Propaganda.

Printscreen com o AD apontado para webcam

Celi - Realidade Aumentada

Referências para o post

Base Propaganda e as mídias sociais

basepropagandahome

Depois de comentar no twitter que os aracajuanos estavam invadindo o serviço, parece que a onda de mídia social chegou por aqui de vez. A agência Base Propaganda recentemente fez o redesign do seu site (que antigamente possuia um formato de site “tradicional”) e resolveu incorporar vários serviços da web 2.0, como por exemplo, a antiga seção de Notícias agora é representada pelo Blog da agência.

“Agora criamos novas maneiras de conversar com o mercado, em espaços onde iremos colocar nossas opiniões, textos, entrevistas, links, fotos, além de mostrar coisas do nosso cotidiano, tudo isso buscando interação e troca de figurinhas.”

O blog será uma espaço que tem como objetivo reunir tudo o que a agência vem fazendo, as novas campanhas, links interessantes e etc. Além de adotarem o blog como prinicpal canal de informação, a agência também criou um perfil no Twitter, que distribui links referentes a publicidade, no Flickr (com fotos do dia-a-dia e bastidores), no Orkut e, por fim, no Youtube.

basepropagandatv

Já no Youtube, a agência tem como proposta de criar um canal intitulado “BaseTV”, um projeto em que serão produzidas entrevistas com fotógrafos, profissionais e empresários que fazem parte do meio publicitário. Além disso, o cotidiano da agência também será exibido neste canal, desde reuniões de brainstorm até acompanhamento de produção.

Uma iniciativa muito boa em um mercado que ainda não acordou para várias tendências que estão mudando a forma de fazer publicidade. Os profissionais que respondem por esta área na agência são o atendimento Bruno Nascimento e a planner Ingrid Freitas.

Agora só nos resta esperar para ver como será feita a interação com as pessoas, o monitoramento da presença da agência na web, as ações voltadas para internet e a percepção do ambiente digital. O Prontofalei deseja boa sorte e parabéns por esta nova jornada. Estaremos acompanhando vocês. :)

Vale a pena entrar no mercado de trabalho cedo? – Primeira Entrevista

Há muito tempo venho querendo escrever sobre as vantagens e desvantagens de entrar no mercado de trabalho cedo, porém eu não queria falar de mim. Graças ao twitter, MSN e outros meios, consegui um excelente material para escrever o post, que no final das contas acabou sendo dividido em duas partes, com dois entrevistados diferentes, devido a quantidade de informações importantes que recebi. O primeiro entrevistado foi o Gilson Pessoa. Abaixo temos uma mini-bio dele:

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Gilson Pessoa tem 25 anos e é planejamento na Promonove, agência promocional de Recife/PE. Acumula 8 anos de experiência no mercado de comunicação, exercendo atividades em design, webdesign e novas mídias. Trabalhou para marcas como Sebrae, Brilux, Dupé, Samsung, Hipercard e AACD no campo de publicidade e promoção. Já conquistou prêmios regionais, nacionais e até menção honrosa em uma premiação internacional. Considera-se sedento por conhecimento, apaixonado pela sua profissão e não dispensa uma pelada com os amigos toda segunda-feira.

Com quantos anos você entrou no mercado de trabalho e em qual área? Era relacionada à sua faculdade? Relate um pouco da sua experiência inicial: como foi o aprendizado, como você era tratado como estagiário?

Minha primeira experiência foi com 17 anos, em uma pequena empresa de sinalização. Mas ocupei o cargo de estagiário de arte por apenas um mês. A empresa era realmente muito pequena e viram que não havia necessidade de ter um estagiário, por isso me arrumaram um lugar no escritório de design. Lá eu auxiliava as designers (só tinha mulher no front) e também dava uma força para o pessoal da produção. Na época eu fazia escola técnica em Artes Gráficas. Meus primeiros conhecimentos práticos foram obtidos ali, naquele estágio. As chefes assumiram o papel de professoras, sempre paciente e solícitas.

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Esta não foi minha única experiência como estagiário. Larguei este emprego no escritório de design e fui estagiar em uma empresa de comunicação digital por estar cursando outro curso na área de tecnologia, agora como webdesigner. Ainda no início do curso de Publicidade, consegui estágio em uma agência de propaganda e depois de alguns meses fui contratado. Nessas duas outras empresas também fui sortudo por ter bons gestores, que me ensinaram bastante coisa e me deram oportunidade de crescer. Enquanto estive como estagiário, sempre fui tratado como profissional. Isso era ótimo para meu ego e certamente me estimulou bastante, contribuindo para meu bom desempenho.

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A sua entrada no estágio/emprego chegou a atrapalhar o seu rendimento na faculdade? Quantas horas você trabalhava? Como você fazia para estudar?

A relação entre estágio e curso nos dois primeiros foi tranqüila. Sempre foram entre 6 e 8 horas diárias. A demanda de trabalho, em certos períodos, não era tão grande, o que me deixava utilizar esse “tempo livre” para atividades acadêmicas. Mas quando entrei em agência de publicidade, as coisas mudaram um pouco. Trabalhar em uma agência sempre foi meu sonho. O acordo era que eu deveria ficar na agência apenas 4h por dia, mas eu sempre excedia o tempo, até que me expulsavam :)

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Depois de 6 meses fui contratado e a cobrança aumentou. Com isso deixei a faculdade de lado e cheguei a passar mais de 10h diárias no trabalho. Faltei a muitas aulas e com isso perdi um semestre. Tranquei o semestre seguinte e acabei perdendo um ano de faculdade. Voltei para a faculdade e sei que muito do que estou estudando lá, já vivenciei na prática. Ou seja, me ajudou bastante.
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Quais foram os pontos positivos e negativos de entrar no mercado cedo?

Sempre tomei os estágios e empregos como um fator decisivo para complementação dos meus conhecimentos. Por mais que alguns professores se esforcem, nada substitui o conhecimento e a vivência prática. Tenho isso como maior ponto positivo. Porém, o ponto negativo é inevitavelmente a falta tempo para desenvolver as atividades acadêmicas com mais comprometimento.

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Ao ler toda entrevista fiz questão de deixar em negrito algumas partes que também foram pontos positivos e negativos. Como o Gilson falou, por mais que os professores estejam preparando os alunos para o mercado de trabalho, o mercado não é um cópia do que é retratado na faculdade. Existem muitas diferenças que você só irá saber quando vivenciar, e isso acaba fazendo com que você tenha facilidade no aprendizado da matéria, por já estar inserido naquele contexto que está sendo discutido.

Lógico que devemos pensar muito bem antes de renunciar certas coisas em função do trabalho. Lembre-se que apesar da experiência contar muito para o estudante, a formação superior é um ítem básico/essencial para o profissional, e adiar esta formação, pode não ser uma boa idéia.

O mercado publicitário em Aracaju – Parte III e final(?)

Chegamos a parte III da série de posts sobre o mercado publicitário em Aracaju. Não tenho tanta certeza se esse post vai ser o final, finalzão mesmo, mas vamos deixar como está e pensarmos que esse é o último. HAHHAHAHA.

Confesso que demorei bastante para escrever esse post, pois eu pensava que todo os pontos dos quais eu conhecia sobre o mercado já haviam sido discutidos por aqui, mas me enganei. Ainda existem N pontos para se falar, mas vamos nos apegar somente a alguns.

Gostaria de discutir um pouco com vocês sobre estágios. Todos os universitários do mundo já ouviram essa palavra, isso é FATO. Você sabe né? Fase da adolescência passando, vida social começando, querer badalar e afins. Mas tudo isso custa dinheiro e ficar pedindo a papai R$ 20 reais toda vez que quer sair não é NADA legal, portanto vamos recorrer aos bons e velhos estágios.

Quando se fala em estágio, só lembramos de trabalho escravo (famosos escragiários). Por que isso? Sempre me perguntei por que estagiário era taxado dessa forma e só consegui descobrir a resposta depois que fui um. Ví o anúncio de uma vaga para estagiários de Publicidade na área de Marketing e fui atrás. Levei meu CV, fui convocado para uma entrevista e dias depois fui chamado. Comecei a trabalhar e a conhecer o ambiente de trabalho corporativo.

Durante o tempo que passei lá, algumas vezes ouvi comparações entre eu e o antigo estagiário. O antigo estagiário, pelo visto, não se esforçava muito. Até “entendo” o por quê desse “relaxo”, já que muita das vezes nosso trabalho lá não tinha muito a ver com a área de publicidade e também não tínhamos um publicitário no setor. Quando isso acontece, é normal a gente se desmotivar. Quando a gente entra, a gente quer colocar a mão na massa, fazer acontecer e nem sempre é assim.

Mas por que virar uma pessoa “relaxada” só por que não está pondo em prática o que está sendo visto na universidade. Espere aí, quem disse que não está sendo praticado o que se vê na universidade? Aprender a lidar com pessoas, fazer contatos, conhecer um pouco de tudo, saber como funciona um setor, quais seus problemas, não é aprender? Então mais uma dica: por mais que você não esteja na sua área efetivamente, observe, aprenda e absorva o máximo de coisas que você puder e estiver ao seu alcance. Talvez você aprenda coisas que incialmente você pense: “por que eu tô aprendendo isso peloamordeDeuss” mas que um dia talvez você precise delas. E outra, adquirir conhecimento nunca é demais, portanto você só tem a ganhar. Se um dia sua agência tiver a conta de um banco, eu tenho certeza que o seu trabalho fluirá muito mais fácil do que seria já que você já conhece como as coisas funcionam em um.

Outra coisa que eu queria falar também, partindo para o lado mais “motivacional” da coisa, é: pare de rodear a mesma montanha sempre. Chega de pensar que aquele estágio/emprego é demais pra você, que só os super inteligentes conseguem, que você vai ter que se trancar num quarto durante meeeeses se preparando para conseguir uma mísera entrevista naquele lugar ou que só entra por “peixada” (parentes). SONHE. Nunca se acomode. “Ahh, mas aqui é bom. Meu salário é tão bom. Dá pra pegar as contas e sobra ainda uns R$ 50 pra gastar no fim do mês. Tá bom, pra que mais? Eu me contento com isso”. Quem disse que você tem que se conformar com o que tem? Seja ambicioso. Mas não aquele ambicioso que pisa nas pessoas para conseguir o que quer, mas sim, aquele ambicioso que projeta o seu futuro e anseia sempre por mais.

Outra coisa que eu detesto é ouvir “vou criar aqui um panfletinho. Um folderzinho. Uma revistinha” Rapaz. Dê valor ao seu trabalho, a não ser que você realmente esteja criando um panfletinho né? Na mávontademesmo!. Por que fazer algo ruim se você pode fazer o seu melhor? E fazendo o seu melhor você sabe que tanto o cliente quanto o seu chefe serão agradados, então não há motivos para não fazer.

É isso (por enquanto). Consegui escrever tudo aquilo que eu tinha em mente sobre o mercado e o que eu acho que seja importante pra nós, estudantes, que estamos apenas começando.  O negócio é prosseguir para o alvo. SEMPRE. Não dar ouvidos, não se conformar e ser feliz :)

<varejão> E para você que ainda não leu essa incrível discussão sobre o mercado aracajuano </varejão>  aqui estão os links para a Parte I e Parte II.

Do casulo à borboleta – A evolução do mercado

Título meio filosófico, não? Eu acho que esse blog está se tornando um blog-de-discussão-do-mercado-publicitário, já que os últimos 3 posts foram sobre este assunto. Mas é aquela coisa, eu acho que uma série de posts sobre um determinado assunto não pode ser quebrada por um post com outro totalmente diferente.

“Do casulo à borboleta” é um documentário que foi produzido pelos estudantes do terceiro período (não, não é trabalho de conclusão de curso) de Publicidade e Propaganda da tarde, que teve como objetivo relatar a evolução da publicidade sergipana. Um documentário NADA pertinente ao que venho discutindo né? O mais interessante sobre este projeto é que inicialmente ele era um trabalho acadêmico da disciplina “Linguagem da propaganda” onde tinhamos que entrevistar um profissonal de uma agência de publicidade e fazer um relatório para entregar ao professor. SIm, relatório. Nas normas da ABNT, tudo bonitinho impresso. Mas como bons estudantes de publicidade, esses alunos resolveram ir além e entrevistaram não somente um profissional de uma agência. Entrevistaram uma média de 40 AGÊNCIAS aqui. QUARENTA AGÊNCIAS.

Vocês devem imaginar o pouco trabalho que deu pra fazer né, já que todos eles possuiam ilhas de edição disponíveis, super verba e o bom humor de todos os entrevistados. Ah, fora o tempo para estudar, que era o que mais se tinha né? Enfim, esses alunos batalharam por algo que eles acreditavam. E não, eles não fizeram esse trabalho por que valia 4,0 pontos extras não, eles fizeram por que queriam algo diferente e não se satisfaziam com somente um relatório impresso.

Quero nesse post parabenizar à todos que participaram desse projeto incrível e por incrível que pareça, eles não leram os posts do prontofalei sobre o mercado publicitário em aracaju para depois produzirem esse documentário. Eles fazem parte dos xis porcentos de alunos que QUEREM alguma coisa e não ficaram no msn o dia todo correram atrás, indepente das dificuldades e barreiras impostas durante todo o processo.

O trailer do documentário está disponívels no youtube e será lançado dia 04 de Junho no ENSECOM – Encontro Sergipano de Comunicação.

Ficha Técnica:
Produção, filmagem, edição e afins por: Danilo Aguiar, Déborah Costa, Gustavo Machado, Kamilla Alvarenga, Matheus Menezes (Mangaba) e Rafaella Ferrari.

Orientação: Jaciara Castro.

Identidade Visual: Samille Justo e André Chaves.