Não sei se algumas pessoas já notaram em seus perfis, mas o Orkut lançou no dia 24 de Setembro o seu mais novo aplicativo, o “Promova”. Ele tem como objetivo divulgar eventos, vídeos e fotos através de sua rede de contatos, o que é muito bom, pois quando você cria uma promoção, são seus amigos que podem fazer com que ela ganhe proporções que vão muito além do que você espera.
Com certeza em pouco tempo as agências começarão a utilizar este novo aplicativo para divulgação de campanhas publicitárias, porém elas precisam ser feitas da forma correta, já que o usuário é quem decide se a mensagem será retransmitida ou não. Um aspecto que reforça o uso desta ferramenta em campanhas publicitárias é o fato dela fornecer estatísticas das promocões criadas, seja o número de visualizações, cliques ou indicações dos seus amigos (audiência atingida).
Para criar sua promoção, basta clicar no “promova” localizado abaixo da sua foto e escrever as informações necessárias. Por enquanto só é possível utilizar texto, vídeo ou foto. A promoção que você criou é mostrada a seus amigos no lugar do “antigo” box de publicidade.
Mas um aspecto me chamou atenção: Por que o Google aproveitou um box destinado a publicidade, até então única forma de gerar receita para o site, e colocou no mesmo espaço as promocões feitas pelos amigos, que é gratuita?
Fazendo uma rápida pesquisa no Google é possível encontrar a resposta: os usuários da rede social não receberam bem a ideia de um box de publicidade ocupar o antigo espaço destinado a mostrar os seus amigos. Ao digitar “publicidade no orkut como tirar” é possível encontrar mais de 300.000 referências com tutoriais de como retirar o famoso box.
A insatisfação foi tão grande por parte dos consumidores, que consideraram o espaço como uma forma abusiva de chamar atenção, que o Orkut providenciou rapidamente uma solução alternativa, porém o box ainda continua presente e parmence intercalando banners e promocões
Isto prova o que muitos especialistas em mídia social já vem defendendo a algum tempo: cuidado ao expor sua marca na internet. Da mesma fora que ela aproxima os consumidores e eles elogiam o seu serviço, ela também abre espaço para crítica e a sua disseminação é 3x mais intensa.
Foram mais de 200 mil pizzas vendidas somente no primeiro semestre de 2009, cerca de 100 novos funcionários contratados, investimento de R$ 500 mil para formar novos chefs de cozinha, recordes históricos de vendas em 8 dos 14 restaurantes paulistas. Esses são apenas alguns dados que mostram o sucesso de uma empresa adaptada ao mercado no qual atua.
Referencial de qualidade e diversão, a Pizza Hut, há cerca de 2 anos, vem trabalhando na grande São Paulo suas estratégias de forma diferenciada, segmentando o atendimento em três vertentes – delivery, restaurante e praça de alimentação –, por acreditar que cada cliente tem escolhas próprias em cada um dos espaços. O consumidor do restaurante, por exemplo, vai em busca de diversão enquanto que o do delivery busca conveniência. Já o da praça opta pelos dois: conveniência e diversão.
A partir dessa separação dos canais ouvindo seus clientes, grande parte com idade entre 12 a 17 anos, e criando linhas de comunicação específicas, o resultado foi bastante satisfatório, atingindo um aumento de frequentadores nos restaurantes (20%), delivery (22%) e praça de alimentação (21%).
As inovações não param por aqui, pois a rede continua investindo em seus serviços seja através de cardápios diferenciados no almoço e no jantar, seja através do lançamento de novos pratos com entradas variadas ou pela criação do programa de fidelização para restaurantes, o Cartão Clube Pizza Hut. Somente o “Almoço na Medida”, refeição completa com entrada, bebida e prato principal por apenas R$ 17,90 conseguiu atingir um aumento de 30% das vendas nesse horário. Aquele lugar que só vendia pizzas passou a ter talharim, saladinhas, spaghetti, medalhões de salmão, mousse de chocolate e até cafezinho de graça se pagar a conta no Mastercard.
Em relação aos cartões de fidelidade, eles não oferecem apenas descontos especiais de 40% e uma pizza grande grátis, mas uma série de informações sobre os perfis dos clientes da cidade. Com um investimento de R$ 1,5 milhão, a Pizza Hut buscar atingir até o final deste ano uma média de 45 mil associados. Através de tecnologia com sistema smart, a empresa consegue entender melhor seus consumidores, fazer um mapeamento de consumo de cada cliente como também saber diversas informações sobre data de aniversário, quantidade de visitas no restaurante, interrupção de frequências, entre outras.
Segundo Reynaldo Zani, gerente Geral da IRB/Pizza Hut SP, cerca de 1.500 pessoas por mês adquirem os cartões e já existem projetos para expansão através da venda em outros canais como no delivery e até o surgimento da função de recarga on-line.
Pontos fortes do produto? Vários. Qualidade, estrutura, preço bom, localização, produto diferenciado, global brand, ofertas especiais. Para os concorrentes: aqui se lança um bom desafio. Minhas dicas: aposte no bom atendimento e na tradição da pizza a la Brasil. Se preferir, pode abrir uma franquia que custa entre 270 mil dólares a 1 milhão e 400 mil dólares. Mangia che te fa bene!
No mês de maio a Pizza Hut modificou sua marca passando a ser “The Hut”. A mudança veio para modernizar a empresa, explorar a expressão já utilizada pelos americanos e tentar aumentar as vendas em épocas de crises, quando as pessoas estão deixando de sair para comer em restaurantes. A novidade, por enquanto, ainda não chegou ao mercado brasileiro.
André Chaves é diretor de arte e young planner. Aluno da UNIT (6° período), já trabalhou na Insight Propaganda e atualmente está na Comunicação UP. Twitter / E-mail
Com o crescimento das redes sociais no mundo inteiro, já não é mais novidade que estas mídias são as maiores aliadas das empresas na hora de fazer ações de promoção e comunicação de determinado produto ou serviço na internet.
Cada vez mais as elas vem entendendo o conceito do que é construção colaborativa e que os próprios usuários/consumidores são os primeiros interessados em divulgar informações sobre o seu produto, são os primeiros a tirarem fotos e a publicarem resenhas. Este novo consumidor faz a campanha de sua empresa e consegue influenciar muito mais do que qualquer outdoor ou anúncio de jornal. No momento em que ele fala, é a opinião pura e simples, sem intereferências de cliente ou agência, é a opinião sensata no qual o consumidor final se identifica.
Quando uma agência tem a consciência e percepção desse novo tipo de consumidor e sabe exatamente como lidar com este público, ela é capaz de influenciar cada vez mais “pessoas comuns” e transformá-las em evangelistas de marcas ao monitorar o que vem sendo dito nestes meios e ao solucionar problemas/efetuar melhorias no que está sendo questionado.
Um outro ponto importante é que as midias sociais também são tidas como a forma mais próxima de contato entre uma marca e o consumidor. Então, por que não aproveitar deste contato e fazer com que esse mesmo consumidor que divulga e defende a sua marca espontaneamente, seja o protagonista de uma campanha? Que ele seja convidado para ver uma campanha antes de todo mundo? Não há nada mais prazeroso do que saber que você que ama determinado produto, foi convidado para estar envolvido na criação de uma campanha ou que a sua opinião fez com que algumas características fossem alteradas.
E foi assim que Oprah Winfrey obteve sucesso no maior flashmob do mundo em uma única cidade. Através da página do seu programa, seu twitter e em seu perfil no Facebook, a apresentadora convidou os seus fãs a comparecerem no show de abertura da sua nova temporada (vigésima quarta, by the way). Mas não era um show comum. Estas pessoas iriam ensaiar uma coreografia para a música I Gotta a Feeling do Black Eyed Peas para ser dançada no dia do show.
O resultado? Nada mais nada menos do que 21 mil pessoas dançando ao mesmo tempo, coreografadas e sincronizadas, um video no Youtube registrando o acontecimento com 5.707.50 milhões de exibições, mídia espontânea e, mais uma vez, espectadores apaixonados pelo programa e pela apresentadora, ou seja, pela marca.
O custo disso? Não deve ter saído metade do que seria gasto em inserções de 30″ durante todo o mês nos principais veículos americanos. Fazer parte do cotidiano das pessoas não tem preço. 21 mil pessoas dançando de graça para o seu programa também não.
Post inspirado pelo 30segundos, do meu amigo Matheus.
O Prontofalei inicia hoje mais uma categoria no blog: Convidados. E para começar super bem, o artigo foi escrito por Silvia Dantas, redatora da Comunicação UP(agência que eu trabalho) trazendo um post interessantíssmo analisando a publicidade voltada ao público feminino. Seja bem vinda, Sílvia.
Nos anos sessenta, as mulheres foram à luta para conquistar igualdade de direitos. Ganharam. Mas perderam uma coisa valiosa: tempo.
Este é o texto inicial do comercial da nova linha “Cuide-se bem”, de produtos para rosto, corpo e banho do Boticário, que aborda a correria da vida moderna, um assunto que todo mundo conhece. Para as mulheres, então, o problema parece ainda maior. Ao ingressarem no mercado de trabalho, elas não abandonaram as tarefas domésticas e familiares, mas acumularam essas funções com a de profissional. Assim, depois de seis, oito ou até doze horas no ambiente de trabalho, ao chegar em casa tem início a tão famosa dupla jornada: cuidar da casa e dos filhos, atividades que ainda são consideradas mais femininas que masculinas.
É verdade que, cada vez mais, os homens estão ajudando na rotina doméstica, porém é uma reclamação feminina geral que a distribuição das tarefas continua muito desigual. De fato. As mulheres dedicam entre 1,5 e 4 vezes mais tempo ao lar do que os homens, como revela o relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações (PNUD), elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), comentado na Revista Veja, em junho passado.
Com o desafio de conciliar os diferentes papéis – mãe, filha, esposa, dona de casa, profissional – surge a pergunta: Como fazer isso tudo e ainda ter tempo para se cuidar? Foi nesse ponto sensível que o Boticário tocou com muita inteligência e simplicidade. A mensagem se coloca ao lado das mulheres, lembra brevemente a luta pela igualdade de direitos e a inserção no mercado de trabalho, entende que elas não têm muito tempo a perder, para logo em seguida apresentar “a solução”: usar a linha Cuide-se bem, pois bastam dois minutinhos por dia pra sua pele ficar bonita. E encerra reforçando: Acredite no poder dos dois minutinhos.
A promessa de manter a pele bonita com praticidade, mesmo dispondo de pouco tempo, é um ponto positivo nesta comunicação. O site do Boticário define esta linha como prática, eficiente e descomplicada como elas querem e adoram. Bingo! O entendimento das necessidades das mulheres é um fator que facilita a confiança no produto, pois, como as empresas vêm percebendo, os valores e desejos das mulheres são distintos dos masculinos e precisam ser levados em conta na publicidade, principalmente quando se trata de empresas de produtos de beleza, que têm nas mulheres seu maior público. E não basta fazer anúncios abusando de cor de rosa, é preciso entender de fato o que elas querem.
Segundo Faith Popcorn, autora conhecida por estudar tendências e considerada a Nostradamus do marketing, cerca de 80% das compras de todas as mercadorias de consumo são feitas ou influenciadas pelas mulheres. O poder aquisitivo crescente e o gosto pelas compras, que caracterizam a maioria das mulheres, são apenas algumas das razões que justificam a preocupação dos anunciantes e suas agências de propaganda com esse mercado tão promissor. Conhecer a consumidora é um trabalho que exige tempo, estudo, pesquisa, entrevistas, relatórios, planejamento… E isso não se faz em dois minutos. Mas vale a pena acreditar no poder de compra do público feminino, como fez O Boticário. Afinal, depois deste comercial, deve ter muita mulher aproveitando os dois minutinhos para se cuidar.
Sílvia Góis Dantas é redatora publicitária da Comunicação UP desde 2007. Já trabalhou na agência Conceito, no setor de marketing do Banese e na Insight Propaganda. Formada em Direito (UFS) e Publicidade (UNIT), com pós-graduação em Gestão Integrada da Comunicação (UNIT), analisou a publicidade voltada para o público feminino na monografia “A Consumidora no Espelho: Imagem da Mulher na Propaganda de Produtos de Beleza” e também no artigo “Beleza Real versus Beleza Aspiracional na Comunicação Publicitária: uma breve discussão sobre o caso Dove”.
Nos anos sessenta, as mulheres foram à luta para conquistar igualdade de direitos. Ganharam. Mas perderam uma coisa valiosa: tempo.
Este é o texto inicial do comercial da nova linha “Cuide-se bem”, de produtos para rosto, corpo e banho do Boticário, que aborda a correria da vida moderna, um assunto que todo mundo conhece. Para as mulheres, então, o problema parece ainda maior. Ao ingressarem no mercado de trabalho, elas não abandonaram as tarefas domésticas e familiares, mas acumularam essas funções com a de profissional. Assim, depois de seis, oito ou até doze horas no ambiente de trabalho, ao chegar em casa tem início a tão famosa dupla jornada: cuidar da casa e dos filhos, atividades que ainda são consideradas mais femininas que masculinas.
É verdade que, cada vez mais, os homens estão ajudando na rotina doméstica, porém é uma reclamação feminina geral que a distribuição das tarefas continua muito desigual. De fato. As mulheres dedicam entre 1,5 e 4 vezes mais tempo ao lar do que os homens, como revela o relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações (PNUD), elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), comentado na Revista Veja, em junho passado. (http://veja.abril.com.br/agencias/ae/economia/detail/2009-06-18-431263.shtml)
Com o desafio de conciliar os diferentes papéis – mãe, filha, esposa, dona de casa, profissional – surge a pergunta: Como fazer isso tudo e ainda ter tempo para se cuidar? Foi nesse ponto sensível que o Boticário tocou com muita inteligência e simplicidade. A mensagem se coloca ao lado das mulheres, lembra brevemente a luta pela igualdade de direitos e a inserção no mercado de trabalho, entende que elas não têm muito tempo a perder, para logo em seguida apresentar “a solução”: usar a linha Cuide-se bem, pois bastam dois minutinhos por dia pra sua pele ficar bonita. E encerra reforçando: Acredite no poder dos dois minutinhos.
A promessa de manter a pele bonita com praticidade, mesmo dispondo-se de pouco tempo, é um ponto positivo nesta comunicação. O site do Boticário define esta linha como prática, eficiente e descomplicada como elas querem e adoram. Bingo! O entendimento das necessidades das mulheres é um fator que facilita a confiança no produto, pois, como as empresas vêm percebendo, os valores e desejos das mulheres são distintos dos masculinos e precisam ser levados em conta na publicidade, principalmente quando se trata de empresas de produtos de beleza, que têm nas mulheres seu maior público. E não basta fazer anúncios abusando de cor de rosa, é preciso entender de fato o que elas querem.
Segundo Faith Popcorn, autora conhecida por estudar tendências e considerada a Nostradamus do marketing, cerca de 80% das compras de todas as mercadorias de consumo são feitas ou influenciadas pelas mulheres. O poder aquisitivo crescente e o gosto pelas compras, que caracterizam a maioria das mulheres, são apenas algumas das razões que justificam a preocupação dos anunciantes e suas agências de propaganda com esse mercado tão promissor. Conhecer a consumidora é um trabalho que exige tempo, estudo, pesquisa, entrevistas, relatórios, planejamento… E isso não se faz em dois minutos. Mas vale a pena acreditar no poder de compra do público feminino, como fez O Boticário. Afinal, depois deste comercial, deve ter muita mulher aproveitando os dois minutinhos para se cuidar.
*Sílvia Góis Dantas é redatora publicitária da Comunicação UP desde 2007. Já trabalhou na agência Conceito, no setor de marketing do Banese e na Insight Propaganda. Formada em Direito (UFS) e Publicidade (UNIT), com pós-graduação em Gestão Integrada da Comunicação (UNIT), analisou a publicidade voltada para o público feminino na monografia “A Consumidora no Espelho: Imagem da Mulher na Propaganda de Produtos de Beleza” e também no artigo “Beleza Real versus Beleza Aspiracional na Comunicação Publicitária: uma breve discussão sobre o caso Dove”.
Na primeira vez que eu ví esse filme eu fiquei intrigado. Pense em 90″ que pareciam que não iam acabar. Direção de arte muito bem feita, fotografia e, acima de tudo, produção impecáveis. Cada detalhe pensado para remeter às diferentes épocas em que a marca Melissa estava presente na vida das pessoas.
Não quero falar muito para vocês não tirarem conclusões precipitadas. Assistam o filme e terminem de ler. Achei um filme muito bom, principalmente pela quantidades de Melissa que aparecem: quase nenhuma. O filme foi extremamente conceitual. Palmas para o cliente e para a agência. O que acho mais estranho foram os comentários no vídeo:
Consumidoras pedindo o produto no filme.
Quase nunca vemos as pessoas querendo ver o produto e nesse caso é o contrário. Estranho, não? Mas o que me incomoda nisso tudo é: “Melissa – Há 30 anos criando sonhos de plástico” – Como assim? Sonhos de plástico? Entendo que a Melissa sempre explorou o conceito de “fazer sandálias de plástico serem tão confortáveis quanto outras” e que o plástico sempre foi abordado em toda comunicação feita por eles, mas soa tão estranho, coloca o conceito de que tudo o que foi vivido por estas meninas/consumidoras não passou de algo artificial.
Tento olhar pelo ponto de vista que “sonhos de plástico” se referem às sandálias, mas ainda sigo achando que essa assinatura não foi bem construida. E vocês, o que acham?