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VisaNet agora é Cielo – Branding e Manual de Marca

Visanet agora é Cielo. No momento em que eu assisti pela primeira vez me veio logo a seguinte dúvida: “Como assim? Nossos cartões Visa agora se chamam Cielo? A Visa enlouqueceu? Por que mudar o nome justo agora com uma marca tão bem construída?”

Mas, pesquisando um pouco, achei esse post da Época Negócios:

[...] Visanet, maior empresa do setor de meios eletrônicos de pagamento no país, apresentou nesta terça-feira (10/11) um novo nome para companhia: Cielo.[...] A Visanet precisou adotar um novo nome, porque em junho de 2010 expira o contrato de exclusividade mútua que a empresa mantém com a Visa. O fim da exclusividade permitirá que a companhia processe transações com cartões de outras bandeiras, como Mastercard, American Express e Diners. Por outro lado, sua principal concorrente, a Redecard, também poderá passar a realizar transações com os cartões Visa.

Depois entendi que a VisaNet era uma espécie de “administradora” da marca Visa no Brasil e que ela é quem gerenciava os estabelecimentos que aceitavam Visa, dava suporte e a infraestrutura necessária às empresas para adotarem a bandeira, enfim, a VisaNet tinha esse nome por que nasceu já com um contrato de exclusividade para a marca, mas que a partir de agora poderia trabalhar com outras bandeiras. Realmente não fazia sentido ser VisaNet e trabalhar com a MasterCard.

Hotsite Cielo - Nova marca

Entendido isso, resolvi entrar no tornarpossivel.com.br, hotsite criado especialmente para falar sobre a marca Cielo. O que eu acho interessantíssimo da iniciativa é que poucas empresas criam um espaço destindo a explicar valores da marca, pilares, promessas e identidade visual. Assim que ví isso, sabia que podia render um post.

No hotsite é possível entender qual o posicionamento que a marca quer construir com essa mudança de nome e com sua nova identidade visual, tudo isso justificado e defendido através do conceito escolhido: Cielo – Céu em Italiano – Valores: amplidão, abrangência, infinitude, transparência, poder, fluidez e satisfação.

Também é possível baixar o manual de identidade visual simplificado, contendo os usos corretos da marca, tipologia e paleta de cores (atenção diretores de arte!) e também a apresentação/defesa do conceito da nova marca. Para fazer o download por aqui é só clicar nos links.

Deixo a dica como referência não só para nós, diretores de arte, mas também para planejadores, mídias, redatores, enfim, todos que trabalham na área. Vale a pena baixar os pdfs e lê-los com carinho. São bem simples, mas objetivos e explicam o que precisa ser explicado.

A criação da nova identidade visual e posicionamento é da FutureBrand, e a conta publicitária é da Y&R.

Banco do Brasil lança campanha com fotos do Flickr

BB do Brasil

O Banco do Brasil vai lançar uma campanha com o slogan “Faz diferença ter um banco que é do Brasil”. Quem seriam os melhores personagens para a campanha? Os brasileiros, claro. Mas colocar brasileiros sorrindo eles já fazem, e agora? Como se diferenciar?

Simplesmente crie um grupo no Flickr intitulado de “Imagens do Brasil”, estimule que os próprios brasileiros retratem este Brasil e dê a eles a chance de ter uma foto sua usada em todas as peças da campanha publicitária (ah, e pague-os para poder utilizar as fotos).

Um insight simples, mas que consegue gerar uma identificação e aproximação fortíssima com a marca. É o Brasil representado por pessoas e não por consumidores, no sentido quadrado e mecânico da palavra. Sem falar que a ideia de utilizar redes sociais para construir uma campanha é totalmente pertinente ao conceito utilizado no slogan e ao posicionamento “todo seu” adotado pela marca.

BB Foto do Brasil - Bolívar
(Veja a foto original aqui)

As fotos selecionadas fazem parte de toda comunicação e o fotógrafo, mesmo tendo vendido a foto para a agência, recebe o crédito em cada anúncio (o nome e o link da foto), um detalhe bem pensado na execução.

A estratégia inédita foi desenvolvida pela agência Master Comunicação e visa reforçar os atributos de proximidade e brasilidade presentes na marca Banco do Brasil. Para Flavio Waiteman, vice-presidente Nacional, o uso das redes sociais mostra que o Banco do Brasil buscou um canal interativo para gerar negócios e atrair novos clientes. “As redes sociais são cada dia mais populares entre os brasileiros. O Flickr, por exemplo, possui uma postagem de mais de 500 mil imagens e é acessado por um público que interessa ao Banco”.

É, parece que as redes sociais chegaram de vez pelo país. Ah, se você gostou desse caso, você também vai gostar de saber como uma foto postada no Flickr foi parar no pôster de divulgação do filme “Homem de Ferro”.

Promova, a nova ferramenta do Orkut.

Orkut Logo

Não sei se algumas pessoas já notaram em seus perfis, mas o Orkut lançou no dia 24 de Setembro o seu mais novo aplicativo, o “Promova”. Ele tem como objetivo divulgar eventos, vídeos e fotos através de sua rede de contatos, o que é muito bom, pois quando você cria uma promoção, são seus amigos que podem fazer com que ela ganhe proporções que vão muito além do que você espera.

Com certeza em pouco tempo as agências começarão a utilizar este novo aplicativo para divulgação de campanhas publicitárias, porém elas precisam ser feitas da forma correta, já que o usuário é quem decide se a mensagem será retransmitida ou não. Um aspecto que reforça o uso desta ferramenta em campanhas publicitárias é o fato dela fornecer estatísticas das promocões criadas, seja o número de visualizações, cliques ou indicações dos seus amigos (audiência atingida).

Para criar sua promoção, basta clicar no “promova” localizado abaixo da sua foto e escrever as informações necessárias. Por enquanto só é possível utilizar texto, vídeo ou foto. A promoção que você criou é mostrada a seus amigos no lugar do “antigo” box de publicidade.

Mas um aspecto me chamou atenção: Por que o Google aproveitou um box destinado a publicidade, até então única forma de gerar receita para o site, e colocou no mesmo espaço as promocões feitas pelos amigos, que é gratuita?

Fazendo uma rápida pesquisa no Google é possível encontrar a resposta: os usuários da rede social não receberam bem a ideia de um box de publicidade ocupar o antigo espaço destinado a mostrar os seus amigos. Ao digitar “publicidade no orkut como tirar” é possível encontrar mais de 300.000 referências com tutoriais de como retirar o famoso box.

A insatisfação foi tão grande por parte dos consumidores, que consideraram o espaço como uma forma abusiva de chamar atenção, que o Orkut providenciou rapidamente uma solução alternativa, porém o box ainda continua presente e parmence intercalando banners e promocões

Isto prova o que muitos especialistas em mídia social já vem defendendo a algum tempo: cuidado ao expor sua marca na internet. Da mesma fora que ela aproxima os consumidores e eles elogiam o seu serviço, ela também abre espaço para crítica e a sua disseminação é 3x mais intensa.

Pizza Hut: quando as vendas não terminam em pizzas.

Foram mais de 200 mil pizzas vendidas somente no primeiro semestre de 2009, cerca de 100 novos funcionários contratados, investimento de R$ 500 mil para formar novos chefs de cozinha, recordes históricos de vendas em 8 dos 14 restaurantes paulistas. Esses são apenas alguns dados que mostram o sucesso de uma empresa adaptada ao mercado no qual atua.

Referencial de qualidade e diversão, a Pizza Hut, há cerca de 2 anos, vem trabalhando na grande São Paulo suas estratégias de forma diferenciada, segmentando o atendimento em três vertentes – delivery, restaurante e praça de alimentação –, por acreditar que cada cliente tem escolhas próprias em cada um dos espaços. O consumidor do restaurante, por exemplo, vai em busca de diversão enquanto que o do delivery busca conveniência. Já o da praça opta pelos dois: conveniência e diversão.

A partir dessa separação dos canais ouvindo seus clientes, grande parte com idade entre 12 a 17 anos, e criando linhas de comunicação específicas, o resultado foi bastante satisfatório, atingindo um aumento de frequentadores nos restaurantes (20%), delivery (22%) e praça de alimentação (21%).

Almoço Hut

As inovações não param por aqui, pois a rede continua investindo em seus serviços seja através de cardápios diferenciados no almoço e no jantar, seja através do lançamento de novos pratos com entradas variadas ou pela criação do programa de fidelização para restaurantes, o Cartão Clube Pizza Hut. Somente o “Almoço na Medida”, refeição completa com entrada, bebida e prato principal por apenas R$ 17,90 conseguiu atingir um aumento de 30% das vendas nesse horário. Aquele lugar que só vendia pizzas passou a ter talharim, saladinhas, spaghetti, medalhões de salmão, mousse de chocolate e até cafezinho de graça se pagar a conta no Mastercard.

Em relação aos cartões de fidelidade, eles não oferecem apenas descontos especiais de 40% e uma pizza grande grátis, mas uma série de informações sobre os perfis dos clientes da cidade. Com um investimento de R$ 1,5 milhão, a Pizza Hut buscar atingir até o final deste ano uma média de 45 mil associados. Através de tecnologia com sistema smart, a empresa consegue entender melhor seus consumidores, fazer um mapeamento de consumo de cada cliente como também saber diversas informações sobre data de aniversário, quantidade de visitas no restaurante, interrupção de frequências, entre outras.

Segundo Reynaldo Zani, gerente Geral da IRB/Pizza Hut SP, cerca de 1.500 pessoas por mês adquirem os cartões e já existem projetos para expansão através da venda em outros canais como no delivery e até o surgimento da função de recarga on-line.

Pontos fortes do produto? Vários. Qualidade, estrutura, preço bom, localização, produto diferenciado, global brand, ofertas especiais. Para os concorrentes: aqui se lança um bom desafio. Minhas dicas: aposte no bom atendimento e na tradição da pizza a la Brasil.  Se preferir, pode abrir uma franquia que custa entre 270 mil dólares a 1 milhão e 400 mil dólares. Mangia che te fa bene!

Pizza Hut para The Hut

No mês de maio a Pizza Hut modificou sua marca passando a ser “The Hut”.  A mudança veio para modernizar a empresa, explorar a expressão já utilizada pelos americanos e tentar aumentar as vendas em épocas de crises, quando as pessoas estão deixando de sair para comer em restaurantes. A novidade, por enquanto, ainda não chegou ao mercado brasileiro.

André Chaves AlmeidaAndré Chaves é diretor de arte e young planner. Aluno da UNIT (6° período), já trabalhou na Insight Propaganda e atualmente está na Comunicação UP. Twitter / E-mail

Especial Ensecom – Entrevista com José Carlos Veronezzi

Imagem5Seguindo a série Especial Ensecom, o entrevistado de hoje é José Carlos Veronezzi, autor do livro Mídia de A a Z. Ele também foi ganhador do Prêmio de Mídia Gazeta Mercantil, Estadão e hoje faz parte da Diretoria do IVC e Abipeme, além de manter o Midianet, site com informações para auxiliar os planejamentos de mídia.

1) Como é trabalhar, em sua visão, em um mercado que não dispõe de pesquisa de mídia e é preciso ter um feeling e confiar em veículos na criação de estratégias?
Não é o ideal, claro, e deve ser um pouco frustrante. Mas é importante lutar para conseguir que o mercado local – agências, anunciantes e veículos – se cotize a fim de realizar pelo menos algumas pesquisas anuais.

2) Apesar de estar em um processo lento de popularização, a TV Digital já é uma realidade para o Brasil. Em breve deixaremos de ter somente os formatos padrão, como de 30″ e 60″, e passaremos a ter anúncios que interagem com o consumidor.  Você crê que a Publicidade se tornará invasiva, ou as agências conseguirão transformar publicidade em conteúdo de interesse para o usuário?
A futura interatividade que a TV digital vai proporcionar não será invasiva porque o público é que decidirá se quer responder ou não, ao contrário do excesso de testemunhais de apresentadores/as que “invadem” os programas com uma infinidade de comerciais ao vivo, não sobrando muito tempo para o conteúdo do próprio programa.

3) Elaborar estratégias específicas para internet, hoje, é fundamental para qualquer plano de comunicação de uma campanha. É necessário que haja uma integração entre TV e Internet, ou ambas podem ter direcionamentos diferentes e atingirem um mesmo target? Cada caso deve ser tratado como… cada caso. E eu não concordo que qualquer plano de comunicação precise de internet. Principalmente no caso em que se usa televisão, que é o meio que dá a maior cobertura de público e tem a maior abrangência, tanto geograficamente falando, como em termos de públicos diferentes que consegue atingir.

4) Ainda falando em internet, qual a sua leitura sobre campanhas 100% online? Elas serão uma realidade para o futuro?
Dependendo de vários fatores, ligados ao produto, objetivos de marketing do anunciante, objetivo de comunicação, público a ser atingido etc., etc., hoje já pode ser mais adequado e rentável utilizar apenas internet. E claro que para outros casos, não. O que aos poucos já está acontecendo, a medida que aumenta a participação de banda larga entre os

internautas, é uma maior utilização de comerciais em sites que usam recursos de TV e vídeo.

5) Levando em consideração o avanço e diversificação dos meios tanto na área online quanto na offline, o mídia passou ou assumiu um papel mais criativo no processo de criação na agência. Com o aumento no número veículos e possibilidades, com as mídias sociais em evidência, ações de guerrilha e com a convergência dos meios, quais dicas você pode dar para o novo comportamento desse profissional?
Eu diria que com a importância e a diversificação dos meios, aconteceu o que McLuhan predisse em 1964, “O meio é a mensagem”, ou seja, cada vez mais o pessoal de criação precisa se interar com o mídia da agência para conhecer melhor as características intrínsecas e de conteúdo dos meios e veículos que serão usados em determinada campanha, para que eles possam criar peças mais adequadas aos meios e veículos que serão utilizados. E vice-versa. E neste vice-versa, obviamente é o mídia que passa a desempenhar um papel mais ligado com os aspectos criativos que a escolha dos meios e veículos deve ter.

Resultado – 1º Sorteio Ensecom

Conforme foi dito no post anterior, o resultado seria revelado hoje 16/09/09. Pedi para Marcelo escolher um número de 1 a 17, ele escreveu 8 e olhamos na lista da tag #ENSECOM as pessoas que retwitaram o link.

E o ganhador é: @vitortwitando

Parabéns ao ganhador! Tenho certeza que você irá gostar bastante do Ensecom 2009. Para saber como retirar o seu prêmio, envie um e-mail através do formulário de Contato do blog contendo: nome completo, instituição de ensino, identidade e CPF. O email será encaminhado para a organização do evento que entrará em contato assim que forem recebidos os dados.

2º Sorteio Ensecom

Ainda temos mais uma inscrição. Para participar já sabem, poste no seu twitter o texto abaixo e concorra a uma inscrição no Ensecom 2009

RT @galilas Especial Ensecom #02 – Entrevista com José Carlos Veronezzi e Resultado do 1º Sorteio – http://migre.me/76tS #ENSECOM