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Shopping Jardins – O que é o amor?

O Dia dos Namorados está chegando e o mercado começa a se movimentar para mais um data onde o comércio fica “a todo o vapor”. E com isso, o Shopping Jardins lança o seu mais novo filme institucional intitulado “O que é o amor?” assinado pela agência RGA Comunicação e produzido pela Brasil Filmes.

O filme segue um conceito mais emocional em que diversas formas de amor são representadas, seja na dança, seja em uma caixa de bombom, etc. Não vou falar muito para não estragar a surpresa, mas já adianto que o filme ficou bem interessante.

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(caso você esteja usando um leitor de RSS e o vídeo não aparece, clique aqui para visualizar)

Ficha Técnica

Cliente: Shopping Jardins
Agência: RGA
Diretor: Teta Barbosa
Fotografia: Roberto Abreu
Luz: Ademar Nery
Câmera: Nado Brasil
Finalização/Edição: Álvaro Brasil/Sandro Lara
Produtor: Dani Hinch/João Jatobá
Assistente de Prod. Annirley Vanessa
Produtor de Moda: Luiz

Victoria’s Secret e o reposicionamento de identidade

Quem não imagina belas mulheres usando lingeries sexy, fazendo poses sensuais, com corpos esculpidos e carinha de quem tem um segredo pra lhe contar, mas só vai contar no seu ouvido bem baixinho, quando se fala em Victoria’s Secret?

Um posicionamento bem ousado e direto. A Victoria’s Secret colocava na cabeça das mulheres que elas seriam poderosíssimas e super sexy ao usarem uma de suas lingeries. Isso era “bombardeado” na mídia o durante o ano de 2007 inteiro. Front-lights gigantes com fotos de Alessandra Ambrósio, catálogos quinzenais, malas direta, campanhas em TV. Todas as mídias eram utilizadas para comunicar o apelo de se tornar um “objeto” (não no sentido pejorativo) de desejo dos homens. Em 10 anúncios, 9 deles apareciam a palavra Sexy.

.Victoria's Secret 2008 Posicionamento..

De fato esta identidade gerou uma renda altíssima, reposicionou a marca e conseguiu segmentá-la para o mercado de alto luxo. Tinha um dos melhores castings de modelos no mundo, investia bastante em novos produtos, em publicidade, em design, para aumentar o valor da marca, e tinha um recall muito grande da população americana.

Tudo isso parecia perfeito aos olhos de um publicitário e de um empreendedor: marca fixada na mente, alto retorno financeiro e uma estabilidade, certo? Errado. Mas como assim? Pois é, como todos os outros produtos, esse também possui um ciclo de vida.

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Vasculhando algumas coisas no Youtube encontrei esta reportagem  de um jornal americano e fui assistí-la. A repórter comentava que a população americana tinha criado uma espécie de “rejeição” a este posicionamento, chegando a ter depoimentos de entrevistados do tipo “Que pessoa normal usa uma lingerie com um salto alto?” ou “Acho que eles estão expondo demais a sexualidade”

Victoria's Secret 1996 Catálogo

As pessoas não queriam ouvir mais aquela premissa de ser sexy, o termo já tinha sido banalizado e atingido um nível muito mais erótico do que misterioso e sedutor como deveria ser. Na reportagem, a jornalista comenta que a palavra SEXY foi utilizada em um catálogo mais de 75 vezes. No final do ano, período onde as vendas são altíssimas devido ao Natal, a Victoria’s Secret teve uma queda significativa em seu faturamento, algo totalmente inesperado pela companhia.

Depois de observar isso a CEO da companhia (Shara Turney), juntamente com uma agência, decidiram fazer uma pesquisa para saber o qual impressão a marca estava tendo perante aos consumidores. Após estes resultados, foi observado que um reposicionamento era necessário por todos os fatores que foram citados acima.

Agora sim a agência abriu os olhos e viu que precisava ir para um caminho onde mexesse muito mais com o emocional das pessoas explorando o sentido “chique” de ser sexy e não banal e apelativo. O primeiro resultado foi este aqui:

Filme de 30″ veiculado no Super Bowl de 2008

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Clique aqui se você for leitor de feed para visualizar.

Filme de 30″ veiculado em Dezembro de 2008

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Clique aqui se você for leitor de feed para visualizar.

É nítida a diferença de abordagem e linguagem, tanto textual quanto visual – Eles, agora, começam a abordar o lado sexy das coisas mas de uma maneira muito mais fantasiosa, sem precisar ser apelativa.

Não se pode criticar o posicionamento antigo falando que a publicidade vende algo irreal, no caso da Victoria’s Secret (mulher utilizando lingerie de salto alto), se essa mesma pessoa tem contato todos os dias com familias felizes consumindo Margarina, dentes superbrancos com Sorriso e vida saudável com Molico. A publicidade é assim e as pessoas gostam de se imaginar naquela situação. É muito mais fácil vender, mostrando situações de bem estar e felicidade, do que vida cotidiana, chata e rotineira. As pessoas se cansaram disso há muito tempo.

Prontofalei é indicado no “The Inspiration Room”

inspirationroom ….

PARA TUDO! Como assim? Estava hoje olhando as estatísticas de acesso do blog e, ao ver a lista de links recebidos, acabo de saber que o Prontofalei foi listado no The Inspiration Room, um blog respeitadíssimo sobre Publicidade, Design, Ilustração e Fotografia. Como o próprio nome já diz, o blog é uma fonte de inspiração para todos os profissionais que trabalham em uma dessas áreas, trazendo uma conteúdo riquíssimo de diversas partes do mundo.

O blog é citado no post “Advertising Blogs Around The World“. Pode parecer algo simples, mas só o fato de estar listado junto com outros grandes blogs brasileiros me deixa MUITO, mas MUITO feliz.

Quero agradecer a todos os leitores que acompanham este blog e que estão tendo paciência comigo ultimamente, pois o blog diminuiu a frequência das atualizações de forma drástica por falta de tempo. Graças a Deus a agência tem tido bastante trabalho e a faculdade (agora 5º período) tem consumido muito do pouco tempo disponível, além das atividades na vida social, né? Muitas coisas mudaram por aqui e eu precisarei de vocês (que lindoo :~) mais do que nunca para me darem forças pra continuar.

Mais uma vez, OBRIGADO! ….

Livro – Desvendando os segredos da Linguagem Corporal

lenguaje corporal

foto obtida no flickr do Pinopic

Desde o primeiro período da faculdade, quando tive aulas de Psicologia, tinha o interesse em aprender sobre o lado psicológico da Publicidade, os comportamentos das pessoas, do corpo, sobre a famosa “Caixa de Skinner” e muitas outras coisas ligadas a área. Enquanto o professor falava da aplicação de determinados experimentos psicológicos na Publicidade eu ficava fascinado, sem acreditar que tudo aquilo era só uma questão de subconsciente, de impulsos, de indução e várias outras técnicas utilizadas para provocar uma reação no consumidor, ou seja, sempre gostei de Psicologia.

De vez em quando eu lia alguns artigos sobre linguagem corporal na internet, a maioria eram aqueles que falavam sobre “O que NÃO fazer em uma entrevista de emprego” dando dicas de, por exemplo, não cruzar os braços na hora que o entrevistador estiver falando, ou então, não falar com os dedos apontando, enfim, aquelas velhas dicas de que tal comportamento desperta tal reação.

O problema é que a maioria dos artigos na internet que eu lia eram sempre limitados e eu queria saber mais, queria descobrir o por quê dessas reações e sentimentos e de que maneira isso iria influenciar na minha vida pessoal e profissional, daí surgiu a oportunidade de comprar o livro “Desvendando os segredos da Linguagem Corporal”, de Allan & Barbara Pease (autores de “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” e “Como conquistar as pessoas“)


O livro

Linguagem Corporal - Capa

O que me chamou atenção de primeira foi a capa. Amarelona, com uma tarja azul marinho e fontes bastão bem grossas em caixa alta. Passei por ele uma vez, fiquei doido para comprar mas deixei para passar lá depois. Não deu outra, voltei lá e comprei o livro. Segundo a editora, mais de 800.000 exemplares foram vendidos no Brasil, o que eu considero como um bom número para um livro com um assunto bastante específico.

O livro possui 17 capítulos e cada um discute determinado tipo de gesto. Por exemplo, o capítulo 2 – O Poder está em suas mãos, agrupa todos os assuntos relativos aos gestos com as mãos e como eles podem influenciar positivamente ou negativamente em um discurso, ao ser apresentado à alguem e ao apertar a mão. Ao dividir os capítulos por “tipos de gestos” é possível lê-los individualmente e entendê-los sem precisar ler os capítulos anteriores.

Para nos mostrar o efeito de determinado gesto, o autor contextualiza a maioria dos exemplos com situações já conhecidas por nós e inclusive utiliza alguns famosos para explicá-las, como por exemplo a Princesa Diana e seu sorriso, o porte de John Kennedy ao discursar e o comportamento gestual de Bill Clinton ao ser entrevistado sobre o caso com Mônica Levinski. Em todas essas situações o autor analisou os grupos gestuais, como ele denomina, e pode mostrar se a linguagem corporal condizia com a verbal.

Linguagem Corporal - Braços Cruzados

O mais interessante de tudo é que, ao prosseguir na leitura, acabamos descobrindo que só prestamos atenção na linguagem verbal e ignoramos a coporal. Admiramos pessoas que tem “o dom da retórica” e que sabem se expressar muito bem, mas esquecemos que essas mesmas pessoas não despertam nossa admiração só por falar bem. Albert Mehrabien, um dos pioneiros em pesquisa sobre linguagem corporal, concluiu que em uma  comunicação interpessoal somente 7% da linguagem é verbal, 38% responde a tom de voz, inflexão e outros sons, e 55% é não-verbal. Curioso, não é?

Sabe quando a linguagem corporal não condiz com a verbal? Digamos que você pediu um favor para alguém e e a pessoa respondeu pra você que só estava esperando uma confirmação de uma terceira pessoa e que enviaria em breve. Enquanto ele respondia, coçava a cabeça perto da nuca e colocava a mão próxima a boca algumas vezes. Você sai da sala com aquele pensamento “Não sei se ele só está esperando isso. Eu acho que ele nem falou com ela.” Quando você tem esse sentimento, ou pressentimento, saiba que o seu cérebro recebeu algum sinal de que algo estava errado com o que ele estava falando. Ponto. Os gestos feitos por ele eram contrários ao que estava sendo falado.

E para nós, Publicitários, o que podemos aprender com este livro?

Não preciso nem falar muito, não é? O livro mostra como analisar comportamentos, gestos, reações das pessoas em várias situações coitidianas e eu creio que justamente nós, que trabalhamos com a “arte de influenciar pessoas”, precisamos saber interpretar muito bem esses gestos e por quê determinadas reações aconteceram, portanto precisamos absorver o máximo de informações possíveis sobre isso. Quem trabalha na área de Atendimento, Vendas, Comercial e afins também aprenderão bastante com este livro.

Conclusão

Não só como Publicitário, mas como qualquer pessoa que passará por inúmeras entrevistas, sejam elas de emprego ou na TV, ou um encontro com uma possível namorada, ou em uma venda, precisa saber como se portar diante destas situações e obter sucesso. Não há nada pior do que você falar uma coisa e seu corpo responder de forma contrária. Recomendo a leitura para todos, mas principalmente para nós publicitários que precisamos TODOS os dias despertar a atenção de um consumidor que já vêm cansando da publicidade tradicional e “invasiva”.

[UPDATE] = O livro “Desvendando os segredos da Linguagem Corporal” está por R$ 24,90 no Submarino. Para comprar é só clicar aqui.

P.S = Se por acaso depois de ler este livro você ficar neurótico querendo interpretar os grupos gestuais em cada lugar que você for não me culpe, é assim mesmo =)

P.S 2 = Só um adendo: As mulheres são infinitamente melhores em ler estes grupos gestuais em relação aos homens, por isso a expressão “sexto sentido feminino” é totalmente válida e existente.

Eu quero ser da massa!

Todas as vezes que começo a conversar sobre publicidade, meios de comunicação, etc eu comento sobre a questão de “ser da massa” ou fazer para as massas. Além de comentar, eu gosto de ouvir quais as opiniões das pessoas em relação a esse assunto, e por aqui não vai ser diferente. Quero compartilhar um pensamento que tenho, mas também quero saber o que vocês acham dele. Para isso, usarei a cantora Nelly Furtado como um bom exemplo para explicar.

Biografia

Nelly

Nelly Kim Furtado nasceu em Victoria/Canadá, mas é filha de imigrantes portugueses. Além de ser canadense, Nelly possui a nacionalidade portuguesa, mantendo uma relação muito próxima com o país. Começou a compor as suas próprias canções quando tinha apenas treze anos, portanto sua carreira de cantora já se iniciava a partir daí.

Quando se mudou para Toronto e desenvolveu sua carreira como cantora,  o álbum Whoa, Nelly!” (2000) foi lançado e, segundo o Wikipedia, foi um dos mais vendidos em sua categoria com os singles “I’m Like a Bird” e “Turn Off the light”. Além disso a cantora ganhou um Grammy  de “Melhor cantora Pop” com a música “I’m Like a Bird” acompanhada do guitarrista Steve Vai. O álbum vendeu mais de 5.000.000 de cópias e possuia um estilo alternativo, original, com uma mistura de hip hop, percussões brasileiras e fados, além de influencias do grupo conterrâneo Madredeus.

A cantora, com este album, se posicionava no mercado musical muito mais como uma cantora “cult” e alternativa do que popular, justamente por possuir um sonoridade muito original e diferente do que estamos acostumados a ouvir. Essas características acabavam dificultando a ascensão da cantora na mídia e a exibição de seus clipes em canais como MTV, TRL e afins. Além disso era mais difícil conquistar novos ouvintes. Neste momento a cantora agradava um nicho muito específico, que apesar de ser grande, poderia não ser tão rentável.

..folklore

Posteriormente a cantora lancou o álbum “Folklore” (2003), ainda originalíssimo, com muita sonoridade e influências das percussões brasileiras, de músicas cantadas em várias línguas e um estilo que só ela tinha. Abaixo uma descrição perfeita do Wikipedia acerca desse álbum:

A primeira das doze canções a ser rodada é “Powerless (Say What You Want)”, um bom exemplo do regresso às raízes portuguesas da cantora. No videoclipe Nelly mostra-nos um pouco do folclore que se dança nos Açores. Uma fusão entre o passado e o presente. Um retomar de sons antigos que Nelly ouvia em criança, agora com “um toque” da sua linha habitual, pop e Hip hop.


Percebem o quão específico é o nicho desta cantora? Mostrar o folclore que se dança nos Açores não é nada popular.

Este álbum vendeu 2.000,000 de cópias mundialmente, ou seja, três a menos que o álbum anterior. O fracasso foi atribuido a problemas com a gravadora (que passava por uma transição) e a pouquíssima divulgação do álbum. De fato a pouca divulgação ajudou a não vender o álbum, mas tenho minhas dúvidas se realmente foi só isso.

Imagem da cantora para a mídia

Um outro ponto é que, além de produzir uma música para um nicho específico, Nelly tinha uma imagem de uma cantora tipicamente alternativa, onde sua sexualidade era pouco explorada, roupas com pouca produção e nada de estilistas famosos. Podemos resumir Nelly Furtado nesta fase como uma cantora que fazia o que ela mais gostava de fazer e do jeito dela, gostasse quem quiser. Ela ainda deu a sorte de encontrar uma gravadora que a deixasse “livre” para isso. Olhando pelo lado comercial, mais uma vez, a cantora e seu estilo original acabaram não sendo nenhum pouco rentável.

Reposicionamento

reposicionelly

Com o fracasso nas vendas, imagem “apagada” na mídia e um estilo muito particular, Nelly começou a ser esquecida no mercado musical e precisava se reposicionar no mercado. Foi aí então que surgiu o álbum “Loose” (2006), produzido por Timbaland, cheio de influências da dance music, R&B e Hip-Hop. Até então nada de efetivamente novo, mas a grande novidade agora era o apelo sexual de Nelly Furtado em seus clipes e apresentações. Barriguinha sarada, coreografias sexy, roupas apertadas, caras e bocas. Letras mais fáceis, ritmo dançante e novo visual faziam parte da fórmula do sucesso que a levou para a “grande massa”.

Com o lançamento desse álbum, Nelly sofreu críticas e críticas da imprensa, dos fãs e do mundo todo por ter abandonado suas raizes, como díria Dado: “Você traiu o movimento punk, véio”, por ter apelado para um lado sexy só para vender mais e por ter perdido totalmente sua originalidade. Choveram críticas, mas Nelly sempre respondia que foi uma evolução natural de uma cantora pop, que chegou a hora de “mostrar um outro lado”, etc.

Críticas à parte, vamos aos dados: O álbum foi lançado no dia 20 de Junho de 2006 e no final de Março de 2007 o álbum já tinha vendido 7.000.000 de cópias mundialmente (fonte: Geffen Records), recebeu discos de Ouro ou pelo menos de Platina em vinte cinco países, ficou no Top 20 da Canadian Recording Industry Association (CRIA) por 57 semanas, entrou em #34 na lista anual da Billboard 2007 dos álbuns mais vendidos, em #1 na Alemanha como álbum mais vendido e conquistou outros milhões de títulos que você pode ver aqui. (Wikipedia em Inglês).

Conclusão

Concordo plenamente que devemos fazer o que gostamos, que precisamos correr atrás dos nossos idéais e não colocarmos o dinheiro em primeiro lugar na vida, mas analisando a trajetória da cantora vemos que a mudança radical para sair daquele nicho específico, onde “poucos” eram agradados, e partir para a grande massa não só trouxeram excelentes resultados nas vendas, e consequentemente mais lucro, como também a sua popularidade foi aumentada e seu trabalho foi exposto a um número MUITO maior de pessoas do que antigamente, mesmo tendo perdido sua originalidade.

Beleza, ela perdeu sua originalidade e raízes, mas hoje ela vende três vezes mais álbuns do que antigamente e ai eu pergunto:

O que você acha: vale a pena focar num nicho específico e seguir em frente, ou fazer algo que agrade a massa, obter um sucesso maior (do ponto de vista comercial) e perder a sua originalidade ?

Referências para o post