Pizza Hut: quando as vendas não terminam em pizzas.

Foram mais de 200 mil pizzas vendidas somente no primeiro semestre de 2009, cerca de 100 novos funcionários contratados, investimento de R$ 500 mil para formar novos chefs de cozinha, recordes históricos de vendas em 8 dos 14 restaurantes paulistas. Esses são apenas alguns dados que mostram o sucesso de uma empresa adaptada ao mercado no qual atua.

Referencial de qualidade e diversão, a Pizza Hut, há cerca de 2 anos, vem trabalhando na grande São Paulo suas estratégias de forma diferenciada, segmentando o atendimento em três vertentes – delivery, restaurante e praça de alimentação –, por acreditar que cada cliente tem escolhas próprias em cada um dos espaços. O consumidor do restaurante, por exemplo, vai em busca de diversão enquanto que o do delivery busca conveniência. Já o da praça opta pelos dois: conveniência e diversão.

A partir dessa separação dos canais ouvindo seus clientes, grande parte com idade entre 12 a 17 anos, e criando linhas de comunicação específicas, o resultado foi bastante satisfatório, atingindo um aumento de frequentadores nos restaurantes (20%), delivery (22%) e praça de alimentação (21%).

Almoço Hut

As inovações não param por aqui, pois a rede continua investindo em seus serviços seja através de cardápios diferenciados no almoço e no jantar, seja através do lançamento de novos pratos com entradas variadas ou pela criação do programa de fidelização para restaurantes, o Cartão Clube Pizza Hut. Somente o “Almoço na Medida”, refeição completa com entrada, bebida e prato principal por apenas R$ 17,90 conseguiu atingir um aumento de 30% das vendas nesse horário. Aquele lugar que só vendia pizzas passou a ter talharim, saladinhas, spaghetti, medalhões de salmão, mousse de chocolate e até cafezinho de graça se pagar a conta no Mastercard.

Em relação aos cartões de fidelidade, eles não oferecem apenas descontos especiais de 40% e uma pizza grande grátis, mas uma série de informações sobre os perfis dos clientes da cidade. Com um investimento de R$ 1,5 milhão, a Pizza Hut buscar atingir até o final deste ano uma média de 45 mil associados. Através de tecnologia com sistema smart, a empresa consegue entender melhor seus consumidores, fazer um mapeamento de consumo de cada cliente como também saber diversas informações sobre data de aniversário, quantidade de visitas no restaurante, interrupção de frequências, entre outras.

Segundo Reynaldo Zani, gerente Geral da IRB/Pizza Hut SP, cerca de 1.500 pessoas por mês adquirem os cartões e já existem projetos para expansão através da venda em outros canais como no delivery e até o surgimento da função de recarga on-line.

Pontos fortes do produto? Vários. Qualidade, estrutura, preço bom, localização, produto diferenciado, global brand, ofertas especiais. Para os concorrentes: aqui se lança um bom desafio. Minhas dicas: aposte no bom atendimento e na tradição da pizza a la Brasil.  Se preferir, pode abrir uma franquia que custa entre 270 mil dólares a 1 milhão e 400 mil dólares. Mangia che te fa bene!

Pizza Hut para The Hut

No mês de maio a Pizza Hut modificou sua marca passando a ser “The Hut”.  A mudança veio para modernizar a empresa, explorar a expressão já utilizada pelos americanos e tentar aumentar as vendas em épocas de crises, quando as pessoas estão deixando de sair para comer em restaurantes. A novidade, por enquanto, ainda não chegou ao mercado brasileiro.

André Chaves AlmeidaAndré Chaves é diretor de arte e young planner. Aluno da UNIT (6° período), já trabalhou na Insight Propaganda e atualmente está na Comunicação UP. Twitter / E-mail

4 Comentários to “Pizza Hut: quando as vendas não terminam em pizzas.”

  1. Lucas Prata  on setembro 17th, 2009

    Depois da primeira fracassada tentativa de entrar no Brasil (la no começo dos anos 90) eles resolveram entender que vender pizza que nem nos EUA, não da certo aqui. Brasileiro como pizza que nem italiano e não que nem yankee.

    By the way, Domino´s ta dando show em São Paulo de como uma boa promoção (2 pizzas grandes por uma), mala direta e delivery de risco (28 minutos, ou sua pizza de graça) podem fazer dela a primeira opção de pizza para muitos jovens, na capital mundial desse tipo de comida.

    Abraço,
    Lucas

  2. galileu  on setembro 17th, 2009

    @Lucas Prata

    É aquela mentalidade de que “as coisas feitas nos EUA são para o mundo todo”. Esquecer que campanhas/franquias precisam se adaptar a cultura nacional e local para poder gerar identificação, é um erro muito comum em franquias internacionais que vem para cá.

    Sério que a Domino’s está dando show? Massa demais. Fica a dica aí.

  3. Brunno Iago  on setembro 22nd, 2009

    Muito boa a matéria.

    “Massa demais” Deslumbradinho…

  4. Brunno Iago  on outubro 6th, 2009

    É só chegar a fama, que as pessoas demoram a colocar o próximo post. Lamentável…


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