Vale a pena entrar no mercado de trabalho cedo? - Primeira Entrevista

Categorias: Entrevistas, Featured, Mercado, Publicidade
Escrito por: Galileu

Há muito tempo venho querendo escrever sobre as vantagens e desvantagens de entrar no mercado de trabalho cedo, porém eu não queria falar de mim. Graças ao twitter, MSN e outros meios, consegui um excelente material para escrever o post, que no final das contas acabou sendo dividido em duas partes, com dois entrevistados diferentes, devido a quantidade de informações importantes que recebi. O primeiro entrevistado foi o Gilson Pessoa. Abaixo temos uma mini-bio dele:

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Gilson Pessoa tem 25 anos e é planejamento na Promonove, agência promocional de Recife/PE. Acumula 8 anos de experiência no mercado de comunicação, exercendo atividades em design, webdesign e novas mídias. Trabalhou para marcas como Sebrae, Brilux, Dupé, Samsung, Hipercard e AACD no campo de publicidade e promoção. Já conquistou prêmios regionais, nacionais e até menção honrosa em uma premiação internacional. Considera-se sedento por conhecimento, apaixonado pela sua profissão e não dispensa uma pelada com os amigos toda segunda-feira.

Com quantos anos você entrou no mercado de trabalho e em qual área? Era relacionada à sua faculdade? Relate um pouco da sua experiência inicial: como foi o aprendizado, como você era tratado como estagiário?

Minha primeira experiência foi com 17 anos, em uma pequena empresa de sinalização. Mas ocupei o cargo de estagiário de arte por apenas um mês. A empresa era realmente muito pequena e viram que não havia necessidade de ter um estagiário, por isso me arrumaram um lugar no escritório de design. Lá eu auxiliava as designers (só tinha mulher no front) e também dava uma força para o pessoal da produção. Na época eu fazia escola técnica em Artes Gráficas. Meus primeiros conhecimentos práticos foram obtidos ali, naquele estágio. As chefes assumiram o papel de professoras, sempre paciente e solícitas.

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Esta não foi minha única experiência como estagiário. Larguei este emprego no escritório de design e fui estagiar em uma empresa de comunicação digital por estar cursando outro curso na área de tecnologia, agora como webdesigner. Ainda no início do curso de Publicidade, consegui estágio em uma agência de propaganda e depois de alguns meses fui contratado. Nessas duas outras empresas também fui sortudo por ter bons gestores, que me ensinaram bastante coisa e me deram oportunidade de crescer. Enquanto estive como estagiário, sempre fui tratado como profissional. Isso era ótimo para meu ego e certamente me estimulou bastante, contribuindo para meu bom desempenho.

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A sua entrada no estágio/emprego chegou a atrapalhar o seu rendimento na faculdade? Quantas horas você trabalhava? Como você fazia para estudar?

A relação entre estágio e curso nos dois primeiros foi tranqüila. Sempre foram entre 6 e 8 horas diárias. A demanda de trabalho, em certos períodos, não era tão grande, o que me deixava utilizar esse “tempo livre” para atividades acadêmicas. Mas quando entrei em agência de publicidade, as coisas mudaram um pouco. Trabalhar em uma agência sempre foi meu sonho. O acordo era que eu deveria ficar na agência apenas 4h por dia, mas eu sempre excedia o tempo, até que me expulsavam :)

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Depois de 6 meses fui contratado e a cobrança aumentou. Com isso deixei a faculdade de lado e cheguei a passar mais de 10h diárias no trabalho. Faltei a muitas aulas e com isso perdi um semestre. Tranquei o semestre seguinte e acabei perdendo um ano de faculdade. Voltei para a faculdade e sei que muito do que estou estudando lá, já vivenciei na prática. Ou seja, me ajudou bastante.
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Quais foram os pontos positivos e negativos de entrar no mercado cedo?

Sempre tomei os estágios e empregos como um fator decisivo para complementação dos meus conhecimentos. Por mais que alguns professores se esforcem, nada substitui o conhecimento e a vivência prática. Tenho isso como maior ponto positivo. Porém, o ponto negativo é inevitavelmente a falta tempo para desenvolver as atividades acadêmicas com mais comprometimento.

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Ao ler toda entrevista fiz questão de deixar em negrito algumas partes que também foram pontos positivos e negativos. Como o Gilson falou, por mais que os professores estejam preparando os alunos para o mercado de trabalho, o mercado não é um cópia do que é retratado na faculdade. Existem muitas diferenças que você só irá saber quando vivenciar, e isso acaba fazendo com que você tenha facilidade no aprendizado da matéria, por já estar inserido naquele contexto que está sendo discutido.

Lógico que devemos pensar muito bem antes de renunciar certas coisas em função do trabalho. Lembre-se que apesar da experiência contar muito para o estudante, a formação superior é um ítem básico/essencial para o profissional, e adiar esta formação, pode não ser uma boa idéia.

3 Responses to “Vale a pena entrar no mercado de trabalho cedo? - Primeira Entrevista”

  1. Fabiana Droppa Diz:

    Gostei muito deste assunto.
    Sou deisnger gráfica e trabalho a 7 anos em uma mesma empresa e neste mesmo período conciliei universidade x trabalho depois pós, infelizmente nem sempre trabalhei na minha área! =( , mas com o que fui aprendendo na universidade fui construindo o setor voltado para toda a parte visual da empresa (que a alguns anos não existia)…
    Gostaria de ressaltar que para você conciliar a universidade e o trabalho depende muito da sua necessidade, tipo “vc só conseguirá se formar se trabalhar” deu para entender?! Comigo foi assim e aí fui aprendendo a me planejar melhor, para se ter noçao, no período em que o estagio era obrigatório o que aconteceu comigo? Não pude ser dispensada na empresa então com os meus conhecimentos decidi reformular um informativo e assim foi o meu projeto de estágio, foi muito dificil mas hoje vejo algo muito engrandecedor, olhar para trás e ver que realmente com força de vontade, ajudei a construir um setor e hj coordeno o marketing, nao importa se voce entra para o mercado de trabalho cedo, acho que voce tem que sempre querer o melhor e saber até onde quer chegar….e eu quero ir muito longe!

  2. Leandro Alonso Diz:

    Caraca, ótimo artigo Galilas!

    Mas acho que pra ficar melhor, você poderia ter complementado com sua própria opinião. Afinal, cada caso é um caso. :D

  3. Galileu Diz:

    Mas eu complementei, Leandro :) Alí embaixo da última pergunta. Não podia escrever muito, se não o post ia ficar looooongo..

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