45 dinheiros numa sexta pela manhã
Categorias: Fatos da vida
Escrito por: Galileu
Dinheiros. Dinheiros. Ainda precisamos dele né? Como diria um amigo redator: “Por que vocês se preocupam tanto com dinheiro hein? Dinheiro é papel moeda.” Essencialmente NADA na nossa vida é de graça, a não ser o amor (por Antônio Paulo). Enfim. Tô divagando aqui e não chego onde quero chegar. Esse parágrafo é introdutório, portanto, a gente sempre tem que dar uma embromada falar um pouco à respeito do que será discutido abaixo. Anyway.
Era uma sexta pela manhã. Meio dia maisómenos. Saí do trabalho e precisei tirar dinheiro num cash automático para passar o dia com ele, já que eu iria resolver umas coisas. Não fui no cash do próprio banco, e sim naqueles do Banco24Horas (que tem uma rede de bancos interligadas a ele) mesmo sabendo que uma taxa de R$ 2,00 seria cobrada pelo saque. O que a comodidade de ter um caixa a poucos metros do seu trabalho não faz, né? (ah, prontofalei! também é utilidade pública. Você sabia que os R$2 eram cobrados?)
Chegando lá encontrei um operário, daqueles peões de obra. O estereótipo era de um operário nato: a roupa, a forma de falar e a forma de agir com o caixa eletrônico (desfarça). Quando eu cheguei ele já estava, então resolvi dar uma passeada pela Select e olhar os produtos (só pra passar o tempo mesmo).
Passaram 5 minutos e NADA. O cara continuava lá. Fiquei atrás dele na fila e começei a fazer ruídos, pois eu achava que ele não havia percebido que existia gente atrás dele e que eu estava com uma certa pressa, já que o calor VULCÂNICO de meio dia não é nada agradável (apesar de estar dentro da Select e ela ser climatizada) eu ainda iria andar alguns metros a pé para ir pra casa almoçar.
Ele queria sacar R$ 45 reais. Toda vez que eu olhava pra tela, ele estava no mesmo lugar: “Digite o valor desejado aqui”. Achei estranho, pois já haviam se passado 10 minutos e ele continuava a digitar R$45 e teclar ENTER/OK. Sem paciencia eu resolvi olhar o que acontecia.
A máquina informava que só haviam notas de 20 e 50 reais no cash e que era pra ele digitar um valor múltiplo de 20. Ele continuava a digitar 45 reais e voltava SEMPRE pro mesmo lugar. Uma hora ele tentou R$ 450 e porincrivelquepareça ele conseguiu. Pela expressão que ele fazia, eu só conseguia enxergar um balão de pensamento nele: “Por que eu consigo tirar R$450 e não R$45?”
Tá, segura aí. A história está quase no fim, mas eu quero explicar logo o objetivo deste post, pois ele tá ficando muito longo. Eu tinha um professor de Webdesign que sempre falava “Pessoal, VAMOS LER O QUE ESTÁ ESCRITO NA TELA?”. Ele falava isso por que dos N alunos que ele tinha na classe, esses N’s SEMPRE perguntavam coisas que já estavam explicadas na tela do computador, seja no erro que o programa informava, seja na simples janela de diálogo do Windows. E eu vejo isso sempre. As pessoas que estão aprendendo informática, por exemplo, perguntam onde é que se clica para responder à um e-mail por mais que a botão RESPONDER esteja em bold, sublinhado, com fonte 22pt e de cor vermelha.
O cidadão em questão deste post simplesmente não lia o que a tela informava. Ele passaria HORAS e HORAS tentando tirar 45 reais e não iria conseguir, e a máquina também não desenvolveria I.A (inteligência artificial) para moldar uma resposta ao que estava sendo pedido por ele.
FATO: 90% desses problemas que temos, seja com eletrônicos ou não, são por falta de interesse na leitura. Ler manuais de produto? Isso é coisa do passado. Sincronizar músicas no iPod é que é o numbah ONE no Top 10 de coisas que as pessoas não conseguem fazer. TODA VEZ que um amigo compra um iPod, ele nunca consegue sincronizar as músicas “de primeira”. É tudo muito difícil, instalar o iTunes é difícil, plugar o iPod também. 99% das vezes que as pessoas não conseguem sincronizar músicas e vêm me pedir ajuda, por exemplo, eu pergunto: “Você instalou o iTunes antes de plugar na USB?”. Resposta “Nãooo =~~” SEMPRE. Mesmo que no manual que vem com o iPod tenha escrito bem grande “DO NOT PLUG YOUR IPOD BEFORE INSTALLING THE SOFTWARE”.
Ramo começar a ler as informações dos manuais, do tempo que a lasanha tem que ficar no microondas, como se instala anything no computador?
Nem todo mundo é como eu. Eu sempre leio o manual dos gadgets que eu compro, dos shampoos que eu uso e dos desodorantes. prontofalei!



![Qual o segredo da Dona Francisca? [Atualizado]](http://influxo.org/prontofalei/wp-content/uploads/2008/11/segredodfrancisca.jpg)




maio 9th, 2008 at 1:03 pm
Cara, eu deparo quase que freqüentemente com esses casos por aqui também! Ler o manual é essencial; tá com pressa? a maioria até vem com quick start! Conheço um caso de um que comprou um bebedouro e, se achando o fodão, não leu o manual; resultado: a bagaça virou, quase acidentando uma criança! E no manual estava escrito, em letras garrafais: Instale o suporte de segurança para evitar acidentes.
maio 9th, 2008 at 5:23 pm
Eu morro de preguiça de ler manuais. Então, vou logo pro método da tentativa — que normalmente funciona, porque a maioria das coisas já são autoexplicativas –, se não der certo, recorro ao manual.
Mas dá raiva, quando nêgo pergunta no msn ‘como fas’ qualquer coisa que é besta e autoexplicativo na tela.
maio 16th, 2008 at 10:29 am
Hahahahahahaha! É o típico problema de BIOS: Burro Ignorante Operando o Sistema. E pra esse tipo de problema, não existe solução.
maio 16th, 2008 at 6:24 pm
Nem fale viu? Não adianta. Pode ter um passo a passa desenhado mas, quem disse que funciona??
maio 21st, 2008 at 7:24 pm
Quero crer que na tela do caixa eletrônico a informação constava com destaque. Em alguns terminais eu até tento ler o que está na tela, mas é tanta coisa que cansa.
As pessoas que projetam esse tipo de aparelho precisam mostrar apenas o necessário. Em alguns caixas do meu banco, devem aparecer umas 15 opções de movimentações na ‘home’ (por falta de palavra melhor) do sistema deles.
Ainda bem que eu já sei o caminho até o saque.
maio 21st, 2008 at 8:46 pm
@Thássius V’
Neste caso, na home só tinham 2 opções. Saque e Extrato. E quando apertava Saque já apareciam os valores disponíveis.