Youtube é o novo IBOPE?
Estava pesquisando uns vídeos no Youtube e me deparei com o novo single da Beyoncé, o hit Single Ladies. O clipe é impressionante. Gostei muito da movimentação de câmera e a iluminação usada. A coreografia não merece comentários, por ser tão bem feita. Além disso, essa historinha de Sasha Fierce ser o alter-ego da Beyoncé tem rendido bastante comentário no meio musical, o que é excelente para a cantora.
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Mas uma coisa que me chamou atenção não foi a quantidade de visualizações do vídeo, mas sim a quantidade de vídeos que os fãs fizeram demonstrando que tinham aprendido a coreografia. O single tinha sido lançado há pouco tempo, mas já era enorme a lista dessas pessoas. E o número só continuava a subir, dia após dia.
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O mais interessante ainda é que este cara foi um dos primeiros a conseguir decorar a coreografia e postar no Youtube. Isso fez com que o vídeo dele fosse muito acessado, já que quando você digitava Single Ladies, ele era o 3º da lista.
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Você já imaginou como seria há algum tempo atrás, sem Youtube? Ela saberia sim, que tem vários fãs pelo mundo e só. Nunca imaginaria que eles seriam tão fãs ao ponto de passar horas assistindo e re-assistindo o clipe para decorar a coreografia, etc.
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O ápice da história é que eles foi chamado por vários programas americanos de televisão para fazer a coreografia ao vivo. Qual foi o custo dele para divulgação do trabalho ? ZERO. E o esforço para se apresentar em programas de TV? Ele simplesmente gravou o vídeo e fez upload. Simples. Há algum tempo ele teria que enviar VT’s para produção, esperar uma análise, e ainda sim, aguardar por um dia que a pauta tivesse um contexto para ele ser convidado.
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E para Beyonce? Ela teve o single dela divulgado no Youtube, milhares de fãs replicaram a música regravando a coreografia e postando vídeos, um cara foi a programas de televisão dançar uma música dela. E o esforço que ela fez? E todos aqueles press-releases e apresentação para imprensa do novo CD? Ínfimos se comparados pelo conteúdo gerado pelo usuário. E quando veríamos um programa de TV fazendo “publicidade” para a música de um determinado cantor sem que ele tenha que pagar por isso? E tem gente que ainda acha que mídias sociais não valem a pena.
(p.s = postando na pressa. Semana problemática na faculdade. 6 trabalhos e 2 provas. Tudo na semana de 22 a 28/11)












