Archive for outubro, 2008

Criar fantasmas é coisa do passado

imagem obtida no flickr do victor britto

Diretores de arte e redatores gostam de criar fantasmas. Isso é fato. Para aqueles que não sabem, peças “fantasmas” são aquelas peças em que você escolhe uma determinada marca e faz uma peça na “brincadeira”, usando o conceito e o estilo que você quiser. Tem gente que acha necessário, tem gente que não.

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Uns defendem que é na peça fantasma onde você pode colocar toda sua imaginação e fazer do jeito que você quer, sem se importar com verba, definições e imposições dos clientes. Já outros falam que fazer fantasma é legal, mas que um portfolio com muitos fantasmas é fraco por não “mostrar o entendimento de mercado”. Enfim, existem várias opiniões acerca disso mas uma coisa é certa: para quem ainda vai entrar no mercado e não tem peça nenhuma pronta, fazer alguns fantasmas mostrando as suas idéias já é um bom começo.

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fantasma de anúncio para Ford de alex sousa

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Existem alguns sites, como o PSV – Portfolio Sem Vergonha, que fornecem briefings fictícios contendo as informações sobre um determinado produto, características de mercado, principais concorrentes e objetivo de comunicação da peça para que uma dupla crie a partir disso. Um prazo de entrega também é colocado, simulando como seria o processo dentro de uma agência “de verdade” (só que as vezes eles colocam 20 dias para entrega, o que praticamente não existe na realidade). As peças, depois de enviadas, passam por um juri que escolhe as três melhores.

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Eu acho esse modelo massa, e me questionei se isso não poderia ser um novo modelo de publicidade, onde o cliente disponibilizaria o briefing no site e pediria que o usuário criasse, daí o vencedor teria sua peça veiculada e ainda receberia por isso. Seria mais econômico para o cliente, além de que a empresa teria peças “feitas pelos consumidores”, o que geraria uma empatia muito grande pelo público.

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E não é que isso existe? O Zooppa traz exatamente este modelo. Os clientes entram em contato com o site e fecham uma parceria para o lançamento de uma determinada campanha ou uma peça (pode ser vt, spot, impressos, etc), e disponibiliza para os usuários o briefing e os arquivos da logo para a criação. O usuário cria a peça e envia para o site até um determinado prazo (deadline). A diferença agora é que os próprios usuários escolhem a peça vencedora e não o cliente, ou seja, a empresa se aproxima cada vez mais do consumidor final. Depois de escolhida a peça vencedora, o usuário recebe seu prêmio.

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Aí é onde entra o diferencial do Zooppa. Em cada contest (concurso) é estabelecido um prêmio em Z$ (moeda do site) para várias categorias: os três melhores anúncios impressos, os três melhores VT`s e etc. O GRANDE lance é que os Z$ são equivalentes aos US$, ou seja, após receber o prêmio e ter Z$1000 você pode trocá-lo por dólares e depositar na sua conta. Além de que os prêmios são muito bons. Os brasileiros podem participar tranquilamente da rede, já que o site não faz nenhuma exceção em seu regulamento, além de possuir tradução oficial para o Português e anunciar no Adwords também em Português.

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Tudo isso une o útil ao agradável; a sua sede por criar o que quiser (respeitando um briefing, logicamente) e ainda receber por isso. Portanto chega de fazer fantasmas e corra pra lá. Aproveite o seu tempo livre para criar anúncios para grandes empresas e receber bem por isso e ainda tê-los veiculados. Com certeza ganhar um desses concursos será um diferencial para sua pasta/portfolio.

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Vem aí o Blogcamp Bahia 2008

Após participar do Blogcamp Sergipe, ter aprendido tantas coisas em tão pouco tempo, ter conhecido muita gente boa, chegou a hora de mais um blogcamp: o Blogcamp Bahia. Entre 21 e 23 de Novembro iremos conferir diversas palestras, conferências, desconferências e oficinas.

Imagem do Porra, Man.

Até o momento o Blogcamp já tem 80 inscritos de todo o país, portanto eu recomendo você se inscrever logo já que as vagas são limitadas. Para quem quiser acompanhar o andamento do evento, eles tem um twitter, perfil e comunidade no Orkut. O evento é gratuito e vai ter como programação:

DIA 21 (sexta-feira)

18h30 – Credenciamento
19h30 – Abertura (auditório)


DIA 22 (sábado)

Manhã

8h30 – Inscrição dos participantes
9h às 12h – Desconferência durante toda a manhã (salas 1, 2, 3, 4)
9h às 10h – Oficina de Wordpress (sala 5)
10h às 11h – Oficina de Podcast  (sala 6)
11h às 12h – Oficina (sala 7)
12h – Almoço (livre)

Tarde

13h30 – Retorno do almoço
14h às 17h – Desconferência (salas 1, 2, 3, 4)
14h às 15h – Mesa-Redonda (auditório)
15h às 16h – Palestra sobre Mobilidade e produção de conteúdo com  Bia Kunze¹  (auditório)
16h às 17h – Painel (auditório)
17h – Coffee break
17h30 – Encerramento


Dia 23 (Domingo)

Dia todo
9h às 17h – Full-Day City Tour  pela cidade de Salvador.

*programação sujeita a alterações

Participar de um blogcamp é SEMPRE bom, principalmente para quem está começando agora. É um lugar onde você pode aprender muito sobre a ferramenta, fazer networking, ouvir dicas preciosíssimas e, além de conhecer outra cidade, costumes e culturas diferentes, você ainda consegue fazer muitos amigos. Então corra para o site e faça logo sua inscrição.

*O Prontofalei ainda não figura na lista de participantes por estar resolvendo algumas coisas sobre acomodação, passagens e etc. Assim que eu confirmar a inscrição, avisarei nesse post. Quero rever os amigos Tiago, Gerson, Yuri, Alexandre Sena e conhecer “ao vivo” gente que eu só leio os blogs ou falo no msn.

Criação é sensibilidade

Imagem obtida no Flickr tangyauhoong

Cada dia percebe-se que as referências são mais e mais exigidas para se ter um diferencial na criação,  já que “tudo já existe” ou já foi feito no mundo da propaganda. Temos que consumir propaganda o dia inteiro, ver mais filmes, ouvir músicas com estilos diferentes do que estamos acostumados a ouvir, assistir filmes orientais, enfim, o profissional de criação precisa de referências culturais para que ele tenha um pacote de “idéias visuais” guardado em seu repertório.

Quantas vezes já recebemos os briefings de vários jobs e não tinhamos IDÉIA do que fazer? Não sabiamos por onde começar, o que comunicar, qual linha criativa a ser seguida, qual apelo a ser utilizado e outras questões. Apesar do briefing conter itens “norteadores”, ainda sim, não conseguíamos ter a idéia.

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O processo criativo segundo Paul E. Plsek, tem como base três princípios: atenção, fuga e movimento. Vou fazer uma citação resumida do que significa cada um deles:

O primeiro princípio nos diz: concentre-se na situação ou problema; o segundo: escape do pensamento convencional; o terceiro: dê vazão à sua imaginação.

No artigo “O processo criativo | Criatividade e Inovação” o autor detalha o princípio da atenção:

A criatividade requer que primeiro concentremos nosso foco em algo, um problema ou uma oportunidade. Ao nos concentrarmos, preparamos nossa mente para romper com a realidade existente e se abrir para a percepção de possibilidades e conexões que normalmente não enxergamos.

Quase sempre a idéia estava do seu lado e você não a viu. A idéia estava no lápis que estava sobre um determinado livro, na letra da música que você estava ouvindo, nas palavras que o diretor de criação falava quando estava te dando o direcionamento pra peça, no formato da marca do produto ou em um bate papo descontraído antes do brainstorm.

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Imagem obtida no flickr Kazze

Atenção é o primeiro princípio do processo criativo. Não devemos esquecer que a idéia pode vir na primeira etapa ou na última, portanto não deixe de ler os outros príncipios neste artigo para compreender todo o processo. Apesar da “fórmula” (atenção, fuga e movimento) já existir, a partir do momento que você domina estes três princípios, você pode criar o seu próprio método adaptado à sua personalidade e suas preferências.

Quando receber um job e não ter idéia do que fazer, tente ficar um pouco mais sensível a esses pequenos detalhes e você verá as idéias surgindo facilmente diante daquele papel em branco.

Negócio da China e China in Box

Neste domingo pedi um China in Box para almoçar. Fui preparar a mesa e receber a entrega. Quando recebi o box executivo nem notei, mas depois de alguns minutos percebi que a embalagem tinha algo diferente. Como eles tinham lançado uma nova campanha recentemente, achei que a embalagem possuia o mesmo tema da campanha, mas quando fui checar a frente da embalagem, vi o que realmente estava impresso: a logomarca da nova novela da Globo: “Negócio da China”

Uma mídia bem interessante e, até então, nunca utilizada para fins publicitários. A escolha desta mídia foi bastante inteligente por estabelecer essa relação entre a novela e um restaurante de comida chinesa. Além do box, os biscoitos da sorte também tinham a logo da novela.


E mais uma vez novas mídias continuam a surgir. Já tínhamos Caixas de Pizza e agora os “Boxes” do China in Box. Onde iremos parar? Que a criatividade continue. Investimento pesado no marketing da novela, com um excelente retorno tanto pra ela quanto o próprio China in Box. Será que também teremos merchandising?

Vende-se espaço publicitário em trabalhos acadêmicos

Trabalho acadêmico é a mais nova mídia com espaços publicitários disponíveis para venda. Os alunos que estiverem interessados devem entrar em contato com o grupo, para a negociação de valores referentes as inserções do nome no trabalho. Existem pacotes pré-definidos e segmentados. 3, 6 e 9 inserções em trabalhos diferenciados, tendo uma abrângencia de notas entre 7 e 10 pontos, podendo ser negociado com o cliente e com duração de 2, 4 ou 6 meses (1 período/semestre). Vale lembrar que as maiores notas possuem um custo elevado, porém com um alto índice de satisfação.

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Deixando os devaneios criativos um pouco de lado, vamos ao que interessa. Estava conversando com um amigo e, durante a caminhada, a gente foi discutindo e comentando sobre vários assuntos. Falamos sobre trabalho, criação, coisas da vida e faculdade. Continuamos caminhando e ele lembrou de um fato bizarro inusitado sobre a vida acadêmica e resolveu me contar.

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Existia um trabalho para ser entregue em dois dias e uma pessoa X (vamos manter a identidade dessa pessoa, né gente?), por não ter tempo, pediu para uma pessoa Y fazer o trabalho e colocar nome dela. Fazendo isso, ela ganharia vários ingressos para diversos eventos badalados. A pessoa X era novata na turma, portanto não conhecia o rendimento de cada um, e não contava que a pessoa Y talvez não fosse fazer um trabalho tão bem elaborado e que garantisse uma boa nota para ele também, já que a pessoa Y não possuia muito tempo e interesse disponível para escrever um bom trabalho.

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Enquanto ele me contava isso, me ocorreu um “insight” e a gente começou a discutir o quão bom seria o mercado de inserção de nomes em trabalho. Nosso grupo, de 4 pessoas, sempre faz os trabalhos juntos, porém algumas vezes o professor exige no mínimo 5 pessoas e acabamos SEMPRE escolhendo as pessoas erradas. Como o grupo é bem comprometido com a faculdade e sempre teve boas notas nos trabalhos acadêmicos, a criatividade começou a imperar naquele momento e eu comecei à pensar: “Por que não vender espaços publicitários em nossos trabalhos? Todos sairiam ganhando. O cliente, por não fazer nada no trabalho e garantir uma boa nota, e a gente por fazer o trabalho, já que iria ser feito mesmo, e ainda sair no lucro ganhando uma grana extra, ingressos vips e outros brindes :D HAHAHAHAHAHA”.

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Uma idéia genial, eu diria. é incrível como conseguimos enxergar como a publicidade está presente em vários lugares nas nossas vidas, até alí, em uma mísera linha, escrita em Times New Roman, fonte 12pt e margens seguindo as normas da ABNT.

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(*P.S = Esse foi apenas um post resultado de um bate papo criativo de final de quinta feira. Achei que seria legal compartilhar com vocês. Não o levem tão a sério, até por que os trabalhos realizados pelo nosso grupo não valem um ingresso de um show (err.. quer dizer.. se for Cirque du Soleil na primeira fileira com Tapis Rouge, quem sabe? hehe :P ) O objetivo era mostrar como a Publicidade também está inserida em meios/mídias que a gente nem imagina, e que ainda é possível através dele gerar lucro, atingido objetivos concretos e focados no resultado, por incrível que pareça.)