sábado, 10 de maio de 2008

Vida Social? Não, Obrigado.

Ir direto
para os comentários...

Não sei em que momento da vida aprendemos a dar valor a coisas tolas como o noticiário da tevê ou a vida dos outros. Talvez seja uma dessas horas em que você olha em volta e todo mundo está fazendo, simplesmente porque é o que todo mundo sempre fez, e as pessoas começam a olhar pra você com sinais de reprovação no rosto e resmungando besteiras quaisquer sobre imaturidade, infantilidade e quanto estranho você é.

É bastante irritante ver como as pessoas não conseguem colocar-se no lugar dos outros, não aceitam que você possa ter gostos e desejos diferentes, não entendem que alguém possa, por exemplo, preferir ficar assistindo um filme em casa no sábado à noite ao invés de sair. Por mais que você explique, desenhe ou faça apresentações do PowerPoint totalmente interativas, elas nunca compreendem essa atitude perfeitamente.

Esse negócio de “baladas”, aliás, é bem comum. Toda hora tem alguém falando que fulano não tem vida social, e ficam vendendo essa tal de “vida social” como se fosse algo muito valioso como, seilá, um kinder ovo de avestruz. Já até tentei dizer que não troco um bom livro por festa nenhuma e aí o cara fica lá, olhando meio apreensivo e tentando enfiar você naqueles rótulos que uma partezinha do cérebro dele já guarda pra essas situações. Nerd, anti-social, sociopata, maldito ser anormal deslocado da sociedade e com total inabilidade no contato com as pessoas, chato, bobo, essas coisas.

Talvez eu até seja essas coisas, aliás eu provavelmente sou todas essas coisas, mas que diferença faz? Não quero nem pensar na opção que muitos tomam: fingir, disfarçar seus desejos, adequar-se ao que os outros querem, passar uma vida inteira sem se abrir pra alguém de verdade, viver sem se conhecer e, pior de tudo, deixar de ler as histórias em quadrinhos do Calvin e Haroldo só porque algum tolo imbecilmente acha que você não tem idade pra isso.

As pessoas poderiam só entender que existem gostos diferentes dos delas e que não cabe a elas dizer o que eu devo fazer com meu sábado à noite, do que devo gostar ou o que eu devo almoçar hoje, sabe.

E depois me perguntam porque não gosto de me relacionar com a maioria das pessoas.

3 comentários. Viva!

Sobre comentários antigos: durante a migração do Ingenuidade para a rede Influxo.org, comentários anteriores a 2008 acabaram se perdendo. Estamos trabalhando para recuperar todos.

  • Estou começando realmente a odiar os “baladeiros” de plantão, principalmente os que tinham uma vida bem decente antes de se enfiarem numa rotina “empolgante” de festas, barzinhos e boates.  Pior do que só pensarem no final de semana e aonde será a próxima “balada” é ficarem me torrando a paciência tentando entender porque diabos eu prefiro ficar em casa num sábado a noite. Falando em casa no sábado a noite, podiamos combinar algum fds de war, filmes e cerveja, hein truta?

  • Eu curto uma balada, acho relaxante, tanto quanto um livro pode ser, cinema etc. Isso tem a ver com lifestyle, cada um tem o seu e que respeite isso.

  • Galileu Nogueira escreveu:
    14 de maio de 2008 às 15:18

    É a incansável luta que temos com as pessoas que não entendem que você é diferente, e que tem gostos que não são “iguais” a todos os outros.

Deixar comentário