sábado, 30 de janeiro de 2010
Tira o pé do chão
para os comentários...
Já tô bem acostumado a não me empolgar nem um pouco com coisas que outras pessoas consideram divertidíssimas, como piadas de duplo sentido, polidactilia ou o CQC. Então não foi grande surpresa pra mim quando, vendo um programa de tevê entrevistar fãs animados pracaraleo com um show de uma banda qualquer ia fazer por aí, a única coisa que me vinha à mente era “putz, esqueci minhas meias no tanque”.
Eu via aquele pessoal enlouquecido, todo molhadinho só com a perspectiva de ficar a 500 metros do seu artista predileto, dizendo “não posso perder isso de jeito nenhum”, ” vai ser mágico”, “vendi a minha cama e minha tevê pra vir ROCKNROLLNXZERONAVEIAPORRA” e eu simplesmente não conseguia entender o motivo por trás de tanta epolgação.
Até era uma banda que escuto bastante e tal, mas, cara, tenho um problema sério com shows. Pelo menos com o da maioria das bandas, em especial as nacionais. Não que eu tenha ido a muitos na vida, mas os poucos em que fui me mostraram que aquilo não era pra mim, coisa que já havia acontecido com partidas de futebol, clubes de swing e a cidade de São Paulo.
Outro dia, por exemplo, vi o Fantástico passando uma matéria sobre shows em que os fãs faziam coreografias altamente complexas em sincronia. Mostraram até um show da Ivete Sangalo em que ela dizia que iria ensinar a coreografia pro público e depois eles iam fazer sozinhos.
Cara, esse é o meu problema com shows, sabe. OS CANTORES TÃO SEMPRE TE DANDO ORDENS.
É sempre um tal de “bota as mãos pra cima”, umas conversas de “agora só vocês cantando”, aquela balela de “tira o pé do chão ae”.
Você vai lá, compra um ingresso caro bagaraleo (isso com a carteira de estudante), se prepara uma semana antes, chega cedo na bagaça, tem um trabalho desgraçado e o cara que VOCÊ tá pagando pra cantar fica te mandando tirar o pé do chão?
Talvez seja só eu e minha atitude contrária a tudo que é coletivo, mas tem algo errado aí. Tem algo de muito errado aí, cara.

7 comentários. Viva!
Sobre comentários antigos: durante a migração do Ingenuidade para a rede Influxo.org, comentários anteriores a 2008 acabaram se perdendo. Estamos trabalhando para recuperar todos.
30 de janeiro de 2010 às 14:40
e cinema o que vc acha de cinema?
31 de janeiro de 2010 às 22:44
Eu nunca fui num show…
Ah, não; espera! Eu fui num do Rouge…
31 de janeiro de 2010 às 22:45
Que coisa isso:
Erro: preencha os campos obrigatórios (nome, email).
Eu nem mesmo coloco meu nome, e também vc não vai me mandar um e-mail.
31 de janeiro de 2010 às 22:58
Eu também não acho engraçado piadas de duplo sentido, polidactilia, CQC ou o Guia dos Mochileiros de alguma coisa (Galáxia?) que vc falou pra eu ler aquele dia. Na vdd eu nem sei o que eu acho engraçado.
Ei, eu não vi esse Fantástico. E VC viu. o.õ
Mas, apesar de só ter ido ao show do Rouge, -AH! Lembrei! Tbm fui no do Felipe Dylon!- eu também odeio que mandem. Tá que o Felipe Dylon não mandou nada, e msmo que mandasse ninguém ia fazer, pq 90% das pessoas que estavam lá estavam pra xingar ele.
whatever.
vou ver a reprise do fantástico
=*
1 de fevereiro de 2010 às 13:58
É foda. A pior parte de tudo isso é quando mandam as pessoas cantarem só elas. Elas deveriam ser reembolsadas pelos versos que deixaram de ouvir.
1 de fevereiro de 2010 às 14:18
That´s true, Milton. Afinal, como o Hugo disse, -Você vai lá, compra um ingresso caro bagaraleo (isso com a carteira de estudante)-, pra eles terem seus egos inflados ao saberem que milhares de pessoas sabem a letra de suas músicas. Se eu quisesse ouvir minha própria voz, não sairia de casa e não gastaria nada.
16 de fevereiro de 2010 às 11:56
É verdade u___u “Agora é com vocêês!” Eu paguei pro CIDADÃO cantar e não que eu cante por ele B:Acho que nessa hora, a plateia devia ficar quieta :3 *cri, cri, cri*
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