quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Resenha - O Procurado

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Há várias coisas boas na vida. Mulheres bonitas semi-nuas, internet rápida, desenhos, balas sete belo e tudo mais. O problema é que existem muitas pessoas que dedicam toda a sua existência para acabar com os prazeres da vida, enquanto deviam, seilá, comer um bom sanduíche de presunto e relaxar. Veja, por exemplo, os defensores da dignidade feminina. 

Não digo que mulheres não têm dignidade, nada disso. Só acho que mulheres podem ter dignidade e roupas diminutas, sabe. Não quero entrar no mérito da sexualidade dos defensores da dignidade feminina, mas certas pessoas podiam deixar de ser tão incômodas. 

Acho que as mulheres têm dignidade o suficiente pra escolher a quantidade de panos que cubram seus corpos. O que a maioria das mulheres não têm é bom gosto cinematográfico. As comédias românticas estão aí pra provar o meu ponto. 

Antes que digam que sou machista, babaca, feio, bobo e chato (o que não é necessariamente mentira), afirmo que o outro sexo também não se livra: os homens têm um gosto pra cinema tão bom quanto qualquer filme do Eddie Murphy. 

Sou o exemplo vivo disso, meus amigos. Ontem mesmo me submeti a uma sessão de cinema ruim e pipoca com sal suficiente para fazer minha pressão arterial se igualar com o número de resultados que se encontra quando se pesquisa “sexo” no Google. 

Assisti a “O Procurado”, em busca de uma quantidade cavalar de explosões, tiros, carros velozes, sangue e a Angelina Jolie tatuada e em roupas que um defensor da dignidade feminina acharia deploráveis. Que decepção, meus amigos, que decepção. 

Tudo bem, têm explosões, tiros, carros velozes, sangue e a Angelina Jolie (apesar de estar mais vestida do que eu gostaria). Mas também têm mais furos no roteiro do que viciados em drogas injetáveis têm nos braços e, apesar de eu ter vários problemas emocionais, não me agradam filmes que foram feitos com uma mistura de clichês da Sessão da Tarde, cuspe e auto-referência tosca. 

Ah, tem o Morgan Freeman. Não que ter o Morgan Freeman salve algum filme, afinal ele está em todos os filmes possíveis. Aliás, sou adepto da Teoria do Coadjuvante Obrigatório: toda e qualquer obra cinematográfica feita na história da humanidade possui, em algum momento do desenvolvimento de sua trama, uma aparição do Morgan Freeman. Seja uma única participação silenciosa, como um personagem secundário de peso ou uma simples figuração, o MF estará lá. A história do cinema pode ser contada pela carreira dele, meus caros. 

Sempre me pergunto como é possível que o Morgan apareça em tantos filmes. 


- Todo mundo tem que pagar a hipoteca, motherfucker.

É, e eu gastando dinheiro em filmes vagabundos.

4 comentários. Viva!

Sobre comentários antigos: durante a migração do Ingenuidade para a rede Influxo.org, comentários anteriores a 2008 acabaram se perdendo. Estamos trabalhando para recuperar todos.

  • “Teoria do Coadjuvante Obrigatório: toda e qualquer obra
    cinematográfica feita na história da humanidade possui, em algum
    momento do desenvolvimento de sua trama, uma aparição do Morgan Freeman
    .”Me vejo obrigado a discordar, cara. Para mim, quem representa esse papel em Hollywood é o Samuel L. Jackson. Já aconteceu de eu ir ao cinema e, das 4 salas disponíveis, encontrar TRÊS passando filmes com ele como protagonista ou coadjuvante!

  • somatorio escreveu:
    12 de setembro de 2008 às 12:22

    acontece que o Samuel L. Jackson é um pupilo do Morgan Freeman…

  • Poutz, segundo post que fala mau do filme que leio hoje. Acho que vou olhar Hell Boy 2 mesmo, esse parece que agradou mais. Vou ver logo, se não vou ler algo que me desagrada, daí já desisto também, enfim.

  • Issae, somatorio, Morgan Freeman é o mestre. Samuel L. Jackson é muleque perto do cara, véi. 

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