segunda-feira, 30 de junho de 2008

Post Patrocinado - Revista Superinteressante

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O que você faria se eu publicasse um post patrocinado, leitor? Sei que o Ingenuidade não tem muita visitação nem muito assinantes do feed, mas imagine só como você agiria. Você acharia que estou me vendendo? Você leria como um post qualquer, inclusive comentando etc? Você ficaria puto, pararia de ler o blog e ainda me chamaria de feio, bobo e chato nos comentários?

Não entendo muito de blogagem (isso vocês já devem ter notado) nem tenho muitas ambições com esse blog. Não tento fazer esse tal de proBlogger e esse - graças ao meu Bom Senso - não é o tema dessa blog. Aliás, pela temática, este post aqui parece mais post lá do Contraditorium. Mas depois de abrir minha revista Superinteressante desse mês, todos esses assuntos passaram pela minha cabeça um pouco.

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Não quero nem de longe criticar a revista por “encher de publicidade” ou coisa parecida. Aliás, devo é elogiar, afinal não foram propagandas simples: houve conteúdo por trás, condizente com a linha da revista. Muito melhor que enfiar uma página sem sentido só sobre o produto ou, pior, só com um link como fazem algumas dessas “modernosas” campanhas virais. Mas isso não é o que quero dizer.

A razão desse post é perguntar: Se eles podem, por que não nós?

Se uma revista que você comprou pode veicular “post patrocinados”, por que você se irritaria com um blog (que você lê de graça) que faz o mesmo? Isso serviu pra me esclarecer e acabar com alguns preconceitos bobos que eu tinha sobre blogueiros e post patrocinados. E você, meu amigo? O que acha?

16 comentários. Viva!

Sobre comentários antigos: durante a migração do Ingenuidade para a rede Influxo.org, comentários anteriores a 2008 acabaram se perdendo. Estamos trabalhando para recuperar todos.

  • A diferença básica é que esses anúncios disfarçados de informação que a Super veicula são produzidos por um outro departamento da Editora Abril, e os espaços são vendidos por um outro.Ou seja, a redação não participa disso - ou pelo menos não deveria. Em blogs, o comum é haver uma pessoa só escrevendo. Ela acaba se envolvendo nos posts convencionais, na venda de posts pagos, e na feitura desses posts pagos.A isenção meio que vai diminuindo.

  • Na revista pode porque não são macacos escrevendo. Hahaha!

  • Acho que estas matérias ai não se enquadrariam em uma categoria de “post patrocinado” uma vez que, aparentemente, o assunto da matéria não tem nada a ver com o produto que está sendo veiculado.O ruim do post patrocinado é que ele é supostamente um review sobre algum produto/serviço e este review é pago. Este pagamento pelo post com certeza influencia a opnião do blogueiro que irá falar sobre o produto com muito menos liberdade do que se ele estivesse fazendo o review por vontade própria. Resumindo, no post pago se o produto for um lixo ele não vai falar que ele é um lixo mas vai enfeitar e amplificar qualquer aspecto positivo que o produto tenha, por mais insignificante que ele seja.

  • O que a revista parece fazer é colocar um espaço para banner de publicidade no topo das matérias, mais ou menos a la AdSense (porque parece haver alguma relação temática entre assunto e matéria). Seria post pago se a matéria exaltasse o produto :P

  • PS: Quando li o título, pensei que a Abril havia contratado o nobre blogueiro para falar da revista.

  • Olá! Cheguei pelo twitter via @mbottan e respondendo sua pergunta eu acho que não há problema nenhum em criar posts pagos e não tenho raiva
    disso. O problema é fingir que ele não é pago (fingir espontaneidade) para
    fabricar viral, isso sim dá raiva! Isso é subestimar o leitor e chega a ser um desonesto para com ele.

    Blogueiro “de responsa” no mínimo dá um jeito de sinalizar para o
    leitor que o post foi patrocinado. Felizmente isso é o que eu vejo ser
    defendido por grandes blogueiros quando se discute o assunto em listas, blogs e
    etc. e também é a minha opinião.

  • Opa!Primeiro de tudo, o blogue é seu e você faz como ele o que bem entender!Mas, a questão fundamental é esta! Blogues nasceram como  alternativa e inovação em relação as mídias tradicionais.Se você repete no seu blogue as velhas mídias, o que motivaria um eventual leitor a continuar lendo-o! Qual a diferença? Entre seu blogue a as mídias da web 1.0?Este é o ponto![]’s

  • Thássius:  Pro leitor há diferença? O leitor comum vê que são departamentos diferentes agindo ou simplesmente vê a Superinteressante? Aliás, esse parece ser o mote da coisa: parecer parte da linha editorial.

    E quem dera eu pudesse contar com uma ajudinha financeira da editora Abril.

    Tomás: Não vejo o post pago unicamente como o review de um produto. Olhe só a primeira imagem: o assunto da “matéria” tem a ver com o produto. Se a mesma empresa oferecesse grana para o dr Health lá do Papo de Homem fazer um artigo como esse da revista e colocar um banner do produto no topo (”*** apresenta”), seria um post patrocinado, não?

    Gabriela: Não acho que seria um adsense, não. No Adsense, hotwords e semelhantes não é o texto que influencia o banner a ser mostrado? No caso da Superinteressante dá pra notar claramente que o contrário ocorre: é o banner definindo a matéria.

    E, como eu disse ao Tomás, não creio que só reviews são posts pagos. Se uma empresa me der um tema pra escrever sobre e colocar um banner no topo desse texto, não seria também uma forma (muito boa, eu acho) de se ter um post patrocinado?

    Malcolmtux: Concordo. Eu agiria dessa forma, se alguém tivesse a coragem de querer um post patrocinado por aqui.

    Sérgio: Não acho que devemos esquecer as mídias tradicionais, pensar que elas não tem algo a nos ensinar. Jornais e revistas são diferentes de blogs, claro, mas também têm suas semelhanças. Só porque as mídias têm suas diferenças não significa que não podem aprender umas com as outras.

  • Acho que o que o Tomás quis dizer é, muito provavelmente nesta matéria citada, no fim não está escrito “Então tome ******* pois você não sentirá mais dor”, enquanto que em um artigo patrocinado em um blog isso acontecerá, pois é isso que o leitor quer ler: opinião parcial e relevante.Quanto à ser válido ou não, eu honestamente acho que cada um faz o que achar melhor. Vivemos em uma sociedade que o dinheiro é mais do que apenas uma moeda de troca, é uma necessidade. Se alguém lhe oferecesse, por que não? Por que alguns leitores vão achar que você “traiu o movimento”?Um leitor assíduo saberia identificar um artigo patrocinado e poderia simplesmente descartá-lo e seguir adiante. Considero artigos que elogiam um determinado produto e se explicam de várias maneiras que aquilo não é um artigo patrocinado, mas um reconhecimento da qualidade muito piores do que alguém que tem os culhões para colocar um artigo patrocinado.

  • Paulo Ruthes: Mas será que um post patrocinado em um blog precisa terminar assim? Como disse ao Tomás, se uma empresa pagasse um blogueiro para colocar um banner no topo de um post cujo tema a empresa definiria (visando levantar a questão na mente das pessoas e atrelar a marca ao assunto), não seria um post pago do mesmo modo?

    Não acho que o post pago deve ser um simples review ou uma apologia a um produto, mas pode ser outras coisas, um post comum do blog, tão válido quanto qualquer outro. A única diferença é que o autor teve uma “inspiração” diferete para a temática do post.

    Meu ponto é este. Post patrocinados não são só análises de produtos.

  • Paulo Ruthes diz que acha pior um post que elogia um produto, mas faz questão de dizer que não é patrocinado, do que um post assumidamente patrocinado. Eu já não acho. Às vezes acontece de gostarmos de um determinado produto ou serviço que nos foi prestado e querermos divulgar, compartilhar com o leitor. Não há nada de mal nisso! Assim, como também não vejo nada de mal em um blog que recebe para divulgar algo, porém se virar uma sucessão de posts patrocinados, acho que esse blogueiro vai perder leitores. 

  • Ju: Veja bem, meu problema é que quando a pessoa se explica demais dá a impressão que ela mais se preocupa em deixar claro que aquilo não é um artigo patrocinado. Seja porque é mesmo patrocinado e ele tem medo que as pessoas o considerem mercenário ou porque ele tem medo que as pessoas pensem que qualquer elogio seja patrocinado.

  • Santiago escreveu:
    6 de julho de 2008 às 17:16

    Patrocine seus posts! Patrocine, também, as idéias contidas nele! Lucre com isso!
    Afinal, ”há coisas que não tem preço, para todas as outras existe Mastercard”. (Esqueça o lado clichê de tudo isso, simplesmente caiu bem)
    Me lança esta pergunta e eu te devolvo outra: Qual o preço dos seus posts?
    Não é maiêutica! Também não sei discutir! Não é ironia; é só um comentário…Você, caro redator, é, inesperadamente, uma fonte de boas idéias!

  • Santiago: Quem disse alguma coisa sobre patrocinar as idéias foi você. Aqui as idéias são ruins, mas são bem minhas e assim continuarão.

  • [...] Mais uma vez, pergunto: Se eles podem, por que não podemos? [...]

  • Hugo: eu espero que os leitores percebam que há uma diferença no tratamento editorial. Até porque um é efetivamente editorial, enquanto que o outro é também comercial.

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