19 de setembro de 2009

Into The Wild

Minha relação com a natureza é mais ou menos como a relação com a minha mãe: ela até que é legal e me provém alimento, mas prefiro que fique a duzentos quilômetros de distância. Não é que eu odeie mato, animais e parasitoses silvestres, simplesmente não consigo me divertir com isso.

Qual a graça de visitar uma cachoeira, por exemplo? Você vai lá e olha. Mas é tão lindo, olha essa paisagem. Ok, é bonito. Podemos voltar agora? Não, vamos subir! Ok, subimos por aquelas pedras pontiagudas e acho que peguei esquistossomose. Agora o que a gente faz? Agora a gente desce. PORRA, QUANTA DIVERSÃO.

Além do mais, veja as frutas venenosas, as plantas com espinhos e os velociráptors: pra que  insistir em me integrar numa coisa que obviamente não me quer bem?

Mesmo que não aprecie visitá-la, tento fazer alguma coisa pra natureza continuar bem seu serviço lá fora. Separo o lixo reciclável, mijo no banho, não mato focas bebês, não faço derramamentos de petróleo no oceano, pego caronas pra ir pra faculdade. Aliás, é algo que sempre falo pro povo que me dá carona. Eu não pego carona porque é mais cômodo que o ônibus ou pra me aproveitar do carro alheio. Nada disso. Eu pego carona por causa do aquecimento global. Issae, mano, quando alguém me dá carona, ela não está me ajudando, ELA TÁ SALVANDO O PLANETA!

Lógico que a maioria das pessoas não entende esse meu altruísmo, mas insisto em fazê-lo. Em geral, a natureza e eu convivemos bem.

Mas o meu problema com o meio-ambiente é, na verdade, um problema com os seres humanos que gostam de defender um “estilo de vida natural”. Nada contra um estilo de vida verdadeiramente natural. Acho digno, acho justo, siga se você quiser. Mas, cara, sabe outras coisas que eram da natureza? Comer carne era natural, caçar mamutes era natural, MORRER AOS TRINTA ANOS ERA NATURAL.

Ficar defendendo seu estilinho de vida saudável dizendo que é natural é besteira. Issae não é natural. O que obviamente não significa que não seja bom. O que me deixa irritado é esse babaquice de achar que tudo que é natural é o melhor. Mesmo porque, cara, olha em volta, a gente anda de carro, assiste tevê, posta no twitter, faz sexo anal. Nada disso é natural, e, pô, é divertido e não necessariamente ruim. Aliás, o que há de mais natural do que uma vaca?

Claro que não tô dizendo pra você deixar de viver do jeito que quer, amigo. Só acho que ficar defendendo um estilo de vida como natural sem que ele inclua viver no topo de uma árvore é besteira. Masassim, não acho que você deva deixar de seguir o seu estilo de vida por causa disso. Aliás, gosto de saber que existem pessoas que vivem de modos diferentes do meu. Sou um cara bastante tolerante.

Exceto com lactose, que me dá gases.

14 de setembro de 2009

Liquid Cool

Tô com um problema com essa coisa de blogar, amigos. Não que eu tenha batido a cabeça numa viga de metal ou sido lobotomizado por um show de stand up do Danilo Gentili. Ainda consigo escrever bem normalmente, não é incapacidade de digitar por dano cerebral ou falta de assunto.

O problema é meu nome.

Não, não sou daquelas pessoas com vergonha do nome. Meu nome não é a união do nome dos meus pais nem uma homenagem a um artista famoso. Na verdade, eu aprecio bastante meu nome. Hugo. É simples, é conciso, é clean, elegante. Não é tão comum a ponto de ficarem chamando outro Hugo e eu pensar que é comigo. Não tem nenhum problema grave de grafia que eu precise fazer as pessoas corrigirem o tempo todo. Não tá muito perto nem muito longe na ordem alfabética. É um nome bom, cara.

Só que toda vez eu entro aqui no blogue, ver meu nome da barra lateral faz meus pêlos da nuca arrepiarem e meus dedos de pé se contorcerem. Começo a suar frio, minhas mãos tremem, a boca séca, me dá vontade de correr pra debaixo da cama, deitar em posição fetal e roer metade do meu braço. Meu nome aí do lado tá me deixando paranóico.

Porque esse aí é meu nome verdadeiro, cara.

Não é pseudônimo, apelido, um personagem, nada disso. É meu nome, aquele do RG, do CPF, da carteira de motorista. E pensar que qualquer um que entre no blogue pode ver o meu nome é tão assustador quanto um prato de aipo ou o imposto de renda.

Não é medo de fãs fanáticos (ha!) ou extremistas religiosos. Dá nada se alguém não gostar do que escrevi aqui e tentar me ferir fisicamente. Muito menos se gostar e quiser copular comigo à força. É por isso que eu sempre levo um bastão de beisebol comigo. Dois home runs e já era. Fácil de resolver.

Só que eu faço medicina. Vou ser um médico. Terei clínica, secretária gostosa, salário aconchegante e tudo que vem no pacote. Incluindo clientes pacientes. Serão eles que vão pagar meu salário, mano.

E o meu nome, esse mesmo da barra lateral, estará na porta da minha sala.

Agora imagina só que você é um senhor de meia-idade que acabou de marcar uma consulta ao médico e, depois de achar o blogue dele no Google, fica puto com a piada que ele fez com o Eddie Murphy. E aí você cancela a consulta. Quem se prejudica nesse cenário? Isso mesmo, O MEU SALÁRIO.

Pode parecer meio mesquinho, amigo, mas realmente é. Não vou estudar por 6 anos pra chegar lá e perder paciente porque não soube segurar a boca no twitter. E você sabe muito bem que não existe essa história do paciente não se importar com a pessoa por trás do médico. É parte da experiência, tá praticamente incluído no valor da consulta, mano. Daí minha paranóia com meu nome na barra lateral.

Tá, talvez eu esteja exagerando. Não acho que os pacientes tirem a ficha policial do médico antes de consultar e também sei que um bom trabalho pode contar mais do que outras coisas.

Mas a internet tem quantos anos? Quinze? Vinte? Quantas pessoas que você conhece que usam a internet? Que tem orkut? Porque são esses aí que serão meus pacientes, cara.

Quem sabe qual a repercussão da internet na minha carreira futura?

Sei que me preocupar com issso é um pouco de hipocrisia. É me preocupar em vender uma imagem, em não ser eu mesmo. E não quero isso. Não quero ser que nem esse povo que só fica em aparecer offline no eme-esse-ene porque não quer conversar com determinada pessoa. Porra, se eu não posso nem entrar no meu msn sem me preocupar em falar com gente que não gosto, que merda de vida é essa?

Se eu não posso nem postar o que quero no meu próprio blogue, que merda de vida é essa?

Por isso, eu continuo postando, aqui e no twitter. Mas a preocupação não acaba, sabe. A internet taí e ainda não sei como eu vou fazer, mas não vou ficar me escondendo por causa de miséria. Pelo menos por enquanto.

Mas se eu tiver que adotar um pseudônimo nos próximos anos, vocês já sabem como me chamar:

liquidcool-knightsofprosperity

Liquid Cool.

2 de setembro de 2009

Sobre Religião, Já Que Não Há Outro Assunto

Fui criado dentro da religião católica. O cara no pedaço de madeira, pão com carne, ir na missa periodicamente a cada equinócio e todas essas coisas que definem o catolicismo foram parte da minha vida desde sempre. Talvez seja por isso que eu tenha tantos problemas psicológicos atritos com religião. Ou melhor, com religiosos.

Não que eu seja um desses ateus que querem provar que deus não existe dizendo que ele é feio, bobo, chato e tem cara de melão. Aliás, nem ateu eu sou. Só acho que, se existe um deus aí fora, ele deve ter coisa melhor pra fazer do que se preocupar com as amizades que o meu pênis faz. E se ele realmente se preocupar com isso, ele é um babaca mesmo e não merece respeito.

Acontece que, por mais que eu não me importe com deus, as pessoas que se importam com deus se importam comigo. Ou melhor, se importam com o que eu falo de deus.

Outro dia, por exemplo, numa dessas conversas casuais, conversa de ponto de ônibus, me referi a Jesus Cristo como “aquele hippie que transformava água em vinho e foi pregado num pedaço de pau por isso”. É, eu sei, é bem específico. É, eu sei, taí algo que não se escuta todo dia. E pros caras à minha volta foi como ouvir “Exú é o rei” ou “Edir Macedo owna o Papa, mano”.

Fiquei horas ouvindo aquela balela de “ah, respeita as crenças dos outros” e “ah, só porque você não acredita não vem zombar”.

Agora eu te pergunto: eu fui ofensivo? Fui contra liberdades religiosas? Caraleo, isso aí tá na Bíblia. Tá, eu sei, a Bíblia é tão confiável quanto a Wikipédia (as duas foram feitas do mesmo jeito: por muita gente diferente), mas significa alguma coisa pra algumas pessoas e, porra, como eu posso zombar da sua religião falando algo que está escrito no teu livro sagrado (apesar de não nas mesmas palavras exatas)? Além do mais, J.C. é uma figura histórica.

Cara, a piada nem era minha, era do Douglas Adams.

O que me irrita não é as pessoas acreditarem nisso. Pouco me importa se você acredita em ressurreição, circuncisão ou na Lady Gaga hermafrodita. Sério, enjoy yourself com isso. Tá, me irrita um pouco quem diz que a gripe suína é sinal de que Jesus tá voltando, mas posso viver com isso.

O maior problema é quando as pessoas acham que a religião delas tá lá quieta, sem atrapalhar ninguém, quando na verdade a crença dela tá gritando e tocando minha campainha no domingo de manhã. Quando a religião dela tá em metade dos canais da tevê aberta. Quando a religião dela tá em metade dos feriados do país.

Quando um professor de anatomia meu diz “viu como Deus foi sábio na hora de criar o homem? “, ele não está desrespeitando a crença dos ateus, mas quando um ateu fala “essa porra de deus não existe, não, mano” é desrespeito, é isso?

Não sei onde eu li esses dias que Igrejas não pagam impostos. Ah, lembrei, li na CONSTITUIÇÃO. Agora me diga, por quê? Qual a causa, razão ou circuntância disso? Não é chatice, não, eu realmente não consigo achar qualquer justificativa palpável.

Mas há um lado positivo. Bom é ver as religiões lutando entre si. Quando saiu na tevê todo aquele rolo da Record e do Edir Macedo, era lindo ver os católicos, alegrinhos, dizendo: “Viu? Ele tá desviando dinheiro pra Record. Viu? VIU?”. Eu ria muito, cara. I mean, tá, talvez o cara mantenha uma rede de televisão com o dinheiro dos fiéis. E daí? O PAPA TEM UM PAÍS SÓ PRA ELE, CARA.

O que é uma rede de televisão de merda quando você pode sentar no seu papamóvel blindado e fazer o que quiser NO SEU PRÓPRIO PAÍS?

12 de agosto de 2009

Esquadrilha Anti-Fumaça

Acho muito certa essa Lei Anti-Fumo de São Paulo. Ninguém tem o direito de jogar fumaça na minha cara. Aliás, acho que deviam ampliar a coisa. Se não pode em lugares fechados, por que em lugares abertos? E, já que estamos trabalhando pela saúde de todos, proibam os carros de jogar fumaça na cara dos outros também. Eu, ciclista, sou obrigado a prejudicar minha saúde porque alguém tem preguiça de pedalar? Issae, estendam a nova lei: carros não podem mais sair na rua ligados.

Ah, peraí, já fazem isso na cidade de São Paulo, né? Isso é que é lugar que defende os direitos individuais!

10 de agosto de 2009

Duas Décadas

Existem essas pessoas que dizem que aniversários são besteiras. Afinal, qual a importância de mais uma volta em torno de uma estrela de quinta grandeza que fica numa região afastada da Via Láctea, a galáxia mais chata do Universo desde que Andrômeda abriu um parque temático? Eu até entendo esse ponto de vista, mas vou te dizer que estou do lado contrário.

Aniversários são muito importantes.

Tá, é só mais uma volta em torno do Sol. Mais trezentos e sessenta e cinco dias (mais um nos bissextos) sobrevivendo. Cara, você não vê a beleza disso? Olha, por exemplo, aquela sua prima de dezenove anos que acabou de tirar a carteira de motorista. Aliás, olha pra metade das pessoas que têm uma habilitação pra dirigir. Não me entenda mal, mas eles são completos imbecis. É gente que é fã da Claúdia Leite, fica cinco horas no orkut e briga com você por não ter recebido um recado seu  no Dia do Amigo.

Sobreviver por mais um ano em um mundo em que damos volantes nas mãos de pessoas que acham que a homeopatia vai ajudar contra a gripe suína é sim um fato de grande relevância.

E não é só o trânsito, amigo. A cada dia surgem formas mais cruéis e criativas de ceifar a tua existência na Terra, sejam elas por meio da gripe suína, do direito ao porte de armas ou da hélice de um avião mono-motor. É como se deus tivesse usado todo o sétimo dia inteiro só pra planejar como iria te matar. E ele não tivesse parado de fazer isso desde então.

Não é questão de comemorar o dia em que você adentrou no mundo, mas sim de saber que você se desviou de todas as balas perdidas, se curou de todas as doenças mortais e escapou de todas as locomotivas desgovernadas e pegando fogo que vinham em sua direção.

Não é pouco.

Além disso, tem os presentes. Correndo o risco de parecer uma putinha egoísta e apegada a bens, presentes são muito legais. Tá, aquele DVD de Marley & Eu que você deu pro seu pai não é tão legal, mas às vezes, com alguma sorte, as pessoas acertam. Principalmente quando você está do lado delas as cutucando, apontando a coisa e gritando “Esse, esse aqui ó”. E aí os aniversários valem a pena mesmo.

Tá, aquela velha babaquice de “tudo de bom, felicidades, uma vida longa e uma morte sem dor” é bem chata, mas é suportável, principalmente se seguida de uma boa quantia em dinheiro ou <risca>um par de meias transado<risca> um litro de uísque.

Então, sim, as causas de morte, os presentes e o brigadeiro (se você tiver menos de 10 anos de idade, ou de mentalidade, como eu) tornam aniversários eventos marcantes.

Principalmente se for um aniversário de vinte anos, como é o meu hoje.

Duas décadas é tempo pra caraleo. E saber que eu sobrevivi durante esse tempo todo sem perder um membro, a sanidade ou a invencibilidade no gamão é algo de valor, amigo. Vinte anos sem ter contraído dívidas, me metido em uma briga ou ido a uma micareta então é um motivo de orgulho. É muito mais do que a maioria das pessoas já conseguiu, cara.

Então por hoje vou ficar feliz, tirar o dia de folga e ir ali planejar como vou me divertir nos próximos vinte anos. Porque, no fim das contas, de que adianta sobreviver sem se entreter?

9 de agosto de 2009

Dia do Ascensorista

Um dias desses por aí foi o tal Dia do Amigo. É, eu sei, também não dei a mínima atenção. Aliás eu nem tomei conhecimento da data, principalmente pelo fato de praticamente não mais acessar portais de internet, o orkut ou a casa daquela tia meio hippie, meio mística e completa idiota. Geralmente eu mal sei o dia da semana, muito menos se esse dia for o Dia do Amigo, Dia do Índio ou Dia do Vendedor de Enciclopédias

Fui descobrir da tal coisa uns dias depois, com alguém reclamando de como “é só mais uma jogada que os publicitários inventaram“.

É, eu sei, também não dou a mínima atenção pra gente que diz esssas besteiras. Lógico que o Dia do Amigo é mais uma jogada dos publicitários pra vender: é a porra do trabalho deles, cara. Sentar a bunda em uma cadeira por 8 horas seguidas até descobrir um modo de te enganar pra comprar uma coisa que você provavelmente não quer sem precisar melhorar essa coisa ou diminuir o preço.

Você não implica com um traficante de drogas por ficar viciado ou com o Eddie Murphy por fazer um filme ruim, por exemplo. Os caras só fazem isso pra ganhar o cheque no fim do mês. Por que tanta fixação com os publicitários?

Aí aquele chato que senta no fundo da sala levanta a mão e diz: Ah, mas quem disse que é Dia do Amigo? Por que hoje especificamente, de todos os dias possíveis, é o Dia do Amigo?  

Cara, quem disse que 25 de Dezembro é o dia que o J.C. nasceu? A Igreja Católica? Sério, acho que confio dez vezes mais em publicitários do que em padres. Além do mais, até onde eu sei, a única coisa que diferencia o Dia do Amigo e o Natal são cinco meses. E talvez o fato de que a família não se reúne no Dia do Amigo, o que poupa bastante humilhação, brigas e cerveja. 

Se as datas realmente não fazem diferença alguma, por que se importar? Por que ficar reclamando? Dia do Amigo, Dia do Sexo, Dia dos Pais, Hannukah, é tudo a mesma coisa, relaxe e dê uma presente pra você mesmo, cara: não mande recado babaca no orkut ou reclame sobre publicitários.

Porque, seja o Dia do Ornittorinco ou não, é com certeza um dia a menos na sua vida. Melhor aproveitar com outra coisa, né?

25 de julho de 2009

10 Perguntas que você tinha sobre a Gripe Suína e não tinha pra quem perguntar

Como bom estudante de medicina, é meu dever ajudar a população a se informar sobre a epidemia mundial do vírus influenza A (H1N1), causador da tão falada gripe suína. Este post congrega as principais perguntas que a população tem sobre a doença. Informe-se você também e ajude a salvar o mundo <risca>das cáries</risca> da gripe suína!

Perguntas enviadas por telespectadores ao programa Fantástico, transmitido aos domingos pela Rede Globo de Televisão.

1 . Sou judeu e, portanto, não consumo porco. Posso pegar a gripe suína?

Não há estudos científicos conclusivos sobre a incidência de gripe suína na população judaica. Porém, como Israel é uma das poucas nações do mundo que ainda não teve casos registrados da doença, podemos afirmar que essa etnia está relativamente protegida.

2. Viajei à Bariloche em 1998. Será que tenho gripe suína?

Qualquer pessoa que esteve em viagens internacionais deve procurar uma unidade básica de saúde para se informar mais sobre a doença. Somente um serviço de saúde especializado pode dar o diagnóstico definitivo de gripe suína.

3. Me disseram que um chá de fita cassete com chumbinho é bom para curar gripe suína. É verdade?

A medicina popular sempre se mostrou eficaz no tratamento de afecções. Para evitar que se sobrecarreguem hospitais e unidades de saúde, a recomendação do Ministério da Saúde é que cada pessoa faça o possível para combater a doença em sua casa. O chá de fita cassete com chumbinho é, portanto, uma possibilidade plausível de tratamento doméstico.

4. Transei sem camisinha. Será que peguei gripe suína?

Depende. Somente o sexo oral transmite a patologia. Você, porém, deve se preocupar com outras doenças sexualmente transmissíveis, como, por exemplo, a gravidez.

5. Caí de minha moto Honda Biz+ 2000 na volta de uma viagem internacional ao Paraguai. Um negócio vermelho começou a sair de minha perna. Pode ser gripe suína?

Somente um serviço de saúde especializado pode dar o diagnóstico definitivo de gripe suína.

6. É verdade que o Michael Jackson morreu de gripe suína?

A polícia científica da cidade de Los Angeles ainda tenta determinar a causa da morte do astro, cantor, dançarino, modelo e atriz Michael Jackson. Na internet, porém, as teorias giram em torno de suicídio, homicídio, overdose ou que na verdade Michael não teria morrido e estaria hoje em uma ilha paradisíaca tomando Bollinger 1969 com Elvis, Kennedy, Tancredo Neves e José Sarney. Nada confirmado até o momento.

7. Um homem ligou em minha residência dizendo que raptou minha filha e, se eu não comprar vinte cartões de recarga de celular e lhe desse, ele a espetaria com uma agulha com gripe suína. Devo pagar?

Sim. A gripe suína é uma patologia de mortalidade baixa, mas é perigosa para qualquer pessoa dentro dos grupos de risco. É dever de todo cidadão evitar que a epidemia mundial se espalhe ainda mais.

8. Meu filho está com tosse seca, cansaço, manchas avermelhadas por todo o corpo e febre de 45 graus há duas semanas. Devo levá-lo aos serviços de saúde?

Só devem se encaminhar aos serviços de saúde pessoas dentro dos grupos de risco da doença, a fim de não sobrecarregarem-se os recursos do Ministério da Saúde. Os grupos de risco são: obesos, desnutridos, idosos, imunodeprimidos, portadores de doenças respiratórias, portadores de doenças circulatórias, portadores de doenças hepáticas, portadores de doenças renais, portadores de doenças hematológicas, portadores de doenças neurológicas, portadores de doenças psiquiátricas, recém-nascidos e homens e mulheres entre 18 e 85 anos. O restante da população deve se acalmar e permanecer em casa. Não há motivo para pânico.

9. Acupuntura é boa para curar a gripe suína?

A acupuntura é um método medicinal totalmente válido, reconhecido inclusive pelo Conselho Federal de Medicina. A veracidade científica da acupuntura é tamanha que muitos mecânicos têm consertado carros simplesmente pressionando determinados pontos do capô. Sendo assim, caso você suspeite que tenha gripe suína, procure o acupunturista mais próximo (afinal o governo retirou o remédio das farmácias).

10. Se a gripe suína e a gripe aviária entrassem em uma briga, quem ganharia?

Gripe suína, com certeza.