segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Não Há Igualdade Racial no Meu Círculo de Amizades

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Se eu disser que não tenho amigos negros, puramente pelo fato de isso ser a verdade, serei considerado racista, malvado, elitista, burguês e latifundiário? Bem, vou correr o risco.

Não tenho amigos negros.

Engraçado me pegar de repente notando uma coisa como essa. Nunca parei pra olhar e dividir as pessoas à minha volta em brancos, negros ou azuis-bebê. Mas, refletindo sobre o assunto num momento totalmente “divertido” da aula de geografia, vejo que nenhuma das pessoas com as quais convivo é negra.

Não que eu tenha algum preconceito. Bom, talvez certo preconceito com políticos e funcionários públicos, mas quem não tem? Só que nada contra pessoas de outras cores and such.

A brancura aparente de meu *cof* seleto *cof* círculo social deve ser só coisa da vida. E por vida, leia-se “quantidade ínfima de negros em minha escola aliada a minhas capacidades de socialização mínimas”. Não ter amigos negros não me faz um cara preconceituoso ou racista, só um cara sem amigos negros (e quase sem amigos at all).

Isso não faz a mínima diferença. Simplesmente porque classificar os amigos como “negros”, “brancos” ou “azuis-bebê” é como separar os livros em “nacionais ou “estrangeiros”: no fim das contas, o rótulo é insignificante, o que conta é se eles são bons ou não.

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