sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Espírito (de porco) Natalino
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Eu odeio reclamar, mas tem horas que não dá pra se conter. É como com esses chatos que ficam resmungando que o Natal perdeu o sentido religioso e ficou puramente comercial. Ok, é verdade. Mas qual o grande problema com isso, pô?
Algo que não entendo é esse pressuposto que as pessoas tem de que a religião é algo bom, angelical, lindo, azul-bebê. Um cara religioso é melhor que um não-religioso, assim, só porque acredita num cara barbudo em meio a nuvens e anjinhos? Uma festa religiosa é melhor que uma não-religiosa só porque em uma todos querem puxar o saco do barbudo pra viver eternamente e na outra querem sexo e bebidas? Ceeeerto!
E também qual o grande problema em algo ser comercial? Meu Deus! É ruim só porque é comercial? Boliche é comercial, mas me divirto pacas jogando (mal). O Google é comercial, mas todas minhas buscas são nele. Esse ódio inato a tudo que dá renda aos outros me parece mais é invejinha tola, sem sentido.
Pra mim, Natal não tem a ver com nenhuma dessas coisas. Comercial ou religiosa, é uma época em que reunimos a família, nos divertimos, conversamos, descobrimos que aquele tio não abandonou realmente o alcoolismo e comemoramos qualquer coisa. Pouco importa se vamos louvar ao barbudo ou ao cartão de crédito. O que vale mesmo é a reunião e a alegria.
E pra aqueles que dizem que o Natal é hipócrita por ser um dia em que fingimos esquecer todas as desgraças que nos cercam e nos compõem, deixo a pergunta: não são todas as comemorações hipócritas?

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