terça-feira, 20 de maio de 2008

Desconstruindo House

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SPOILERS: O post a seguir traz informações, futricos e conversinhas sobre episódios de House ainda não exibidos no Brasil. Leia com cuidado. Acredite, é melhor assistir primeiro: spoilers seriam broxantes.

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Seria besteira dizer que eu decidi cursar medicina por causa de House. Mas também não seria totalmente mentira. Assisto a série desde a primeira temporada, sei o nome de todos os episódios de cor, já comprei um ioiô só porque o House tinha, morro de vontade de uma camiseta “Everybody Lies” e estou colocando meu rim esquerdo à venda no mercado negro pra poder comprar os DVDs da série (negociações abertas nos comentários deste post).

Sou um viciado confesso, convicto e irrecuperável. Não sem razão. House é ducaraleo! Os personagens são bem construídos, bem escritos e complexos, a trama é simples mas eficiente, os casos são incríveis mas bem montados, e, antes de tudo, o House é o cara mais arrogante, imaturo e cínico da televisão universal! E o melhor é que ele pode ser tudo isso!

A quarta temporada acabou agora (nos EUAses, claro) e só provou que o House continua tão FO-DI-DÃO quanto antes. Mas se a foderosidade do perneta é a mesma da primeira temporada, não podemos dizer o mesmo sobre o resto da série. TÁ TUDO MUDANDO POR LÁ.

Enquanto a primeira, segunda e terceira temporadas serviram para construir a mitologia da série e montar aos poucos todo o templo da contraparte médica do Sherlock Holmes, na terceira e na quarta os roteiristas começaram a meter os martelos nas paredes e destruir tudo que a gente conhecia na série. Menos, é claro, os insultos que o House solta (os houseisms!).

Na terceira temporada, desmantelaram a equipe. Os Três Grandes (Cameron, Chase e Foreman) saíram, só pra deixar o House ofender e atacar pessoas diferentes. Nesse último episódio da quarta, quem recebeu a martelada na cara foi a relação do House com o Wilson (um dos meus personagens preferidos da série, aliás). Apesar de deixar a resolução pra próxima temporada, já deu pra notar que uma mudança vem por aí. Outra vez.

Apesar de uma parte de mim ainda querer que tudo volte a ser como na primeira temporada, os roteiristas já se mostraram capazes de inovar sem piorar (menos naquela maldita e perversa greve que atrasou todas as séries!). Se existe uma série que consegue se renovar sem perder sua essência, é a do perneta. In House we trust!

Agora é só tomar Vicodin para diminuir a tensão de espera da quinta temporada!

2 comentários. Viva!

Sobre comentários antigos: durante a migração do Ingenuidade para a rede Influxo.org, comentários anteriores a 2008 acabaram se perdendo. Estamos trabalhando para recuperar todos.

  • Ah se eu tivesse paciência para acompanhá-la na televisão aberta, ou então grana para comprar as temporadas. Gosto muito de “House”, até era um de meus vícios no início do ano.Agora estou meio devagar. No entanto, continuo recomendando a série. Vale a pena. Acho que é a primeira vez que vejo um herói anti-herói tão bem construído. Espero que os idealizadores da trama não estejam radicalizando demais nas mudanças.

  • [...] Outra que eu acompanhei desde o primeiro episódio. E está disputando o primeiro lugar com Lost, fácil, fácil. Mas se você quer saber o que eu acho de House, é melhor ler aqui, ó. [...]

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