18 de agosto de 2008

As 5 Profissões Mais Desgraçadas Do Universo

5 - Assassino de Aluguel

Ser matador de aluguel não é nem de longe tão divertido quanto filmes fazem parecer. Assassinar uma pessoa tem muitas dificuldades técnicas. Veja, por exemplo, o problema do sangue. Você já tentou tirar uma mancha de sangue daquela sua camisa nova de linho europeu? Um horror, um horror! Os gastos com lavanderia só não superam os gastos com transporte. Imagine só a dinheirama que se gasta em passes de ônibus! Mesmo que você tenha um carro de fuga próprio, você já viu o preço da gasolina hoje em dia? E você nem tem uma legislação trabalhista própria, afinal assassinos de aluguel não são exatamente o tipo de pessoa que se reúne em associações e assembléias.

Grau de Desgraça: duas chances de captura entre cinco possíveis.

4 - Alienígena Disfarçado

O pior tipo de alienígena invasor é o agente infiltrado. O coitado tem que apertar partes anatômicas do seu corpo em pequenos disfarces humanos, agüentar a chatice da vida normal humana e se sujeitar a uma internet muito menos veloz que a de seu planeta. Isto, aliás, é o que afugentaria qualquer invasor extra-terrestre: as companhias de telefonia. São tantos documentos e papéis necessários pra conseguir provar que você é você só pra assinar um plano de internet e telefone que nenhuma civilização superior conseguiria concluir uma invasão em menos de 4815162342 dias (úteis, é claro).

Grau de Desgraça: quatro gosmas nojentas dentre sete possíveis.

3 - Caçador de Focas-Bebê

Matar focas-bebê pra viver não vale a pena. Mais uma vez temos o terrível problema das manchas de sangue, bastante agravado aqui porque o sangue seca bem rápido no frio, arruinando aquele belo casaco de lã que você ganhou da sogra no Natal. Mas o principal problema em meter uma bela pancada na cabeça de uma foca-bebê é a fofura. Imagine uma foca-bebê batendo as patas, fazendo aquele barulho “ounhh, ounhh, ounhh”, lançando aquele olhar de inocência e pureza. Depois imagine você explodindo a cabeça com um bastão de beisebol. O distanciamento da raça humana só não é maior do que o dos bancários, aquela raça sádica e inumana.

Grau de Desgraça: seis ambientalistas enchedores de saco dentre dez possíveis.

2 - Ninja

Se você já quis ser igual ao Jiraya quando você era criança, você nunca considerou seriamente o assunto. Você já refletiu, por exemplo, sobre em que orifício do corpo os ninjas carregam todos aqueles apetrechos como shurikens etc? Sem falar nos trocadilhos sobre “carregar uma espada nas costas”, “briga de espadas”e outras piadinhas sobre a sexualidade dos pobres ninjas! E as manchas de sangue só não superam os problemas respiratórios decorrentes daquelas fumaçinhas estranhas em que os ninjas desaparecem.

Grau de Desgraça: oito shurikens na testa dentre dez possíveis.

1- Estagiário

Estagiário ganha de longe como a pior profissão de todo o universo simplesmente porque nem chega a ser uma profissão de verdade. Você é office-boy, garoto do café, entregador de comida, rapaz do xerox e ganha um terço do salário por isso (se você tiver a sorte de ganhar um salário). Pode até não ter manchas de sangue, mas tem horas que dá vontade de meter uma caneta na jugular do seu chefe.

Grau de Desgraça: todos os meses sem salário dentre todos os possíveis.

16 de agosto de 2008

Dá Uma Apertadinha Aí, Gente

O pedestre, certas vezes, tem que cruzar distâncias maiores que as suportadas por seus pobres pés com havaianas. É então hora de refletir se os fins justificam os meios e adentrar o temível transporte coletivo.

Eu, como vocês já viram, sou um desses nobres desprovidos de carro próprio. Nem mesmo possuo uma moto, bicicleta, patins ou monociclo e, no entanto, tenho que locomover-me diariamente a lugares tão distantes quanto o Eddie Murphy está de filmes decentes. Sendo tais distâncias maiores que minha capacidade atlética (ou seja, uma quadra e meia), estou fadado a usar o sistema de transporte urbano.

Não pense, porém, que tenho vergonha de usar dos serviços dos honrosos ônibus. Não há lugar melhor para conhecer diferentes pessoas, diferentes culturas, diferentes idéias e sonhos, diferentes odores corporais e diferentes doenças, cada uma tão única em seu modo tão particular. É a democracia e a diversidade finalmente unidas (e apertadas uma contra a outra).

Admiro o usuário do transporte coletivo. O adepto do ônibus é, antes de tudo, um pobre forte. Não é acomodado e esbanjador como o homem do carro próprio. Contribui menos para o aquecimento global, faz mais exercícios e possui um sistema imunológico capaz de enfrentar desde o vírus da gripe até o Ebola.

Tenho, aliás, a certeza que as curas da AIDS, do câncer e da unha encravada serão encontradas em um ônibus qualquer, numa bela tarde de segunda-feira, provavelmente debaixo da axila de algum daqueles gigantes musculosos ou no bigode de alguma senhora idosa.

Tenho sim orgulho de usar o transporte coletivo.

Mas tem horas que a situação aperta, nos sentidos mais literais e anatômicos possíveis. Imagine um dessas micaretas do carnaval de Salvador, retire os trios elétricos, os cantores, as bebidas e praticamente tudo que define uma micareta exceto a quantidade fisicamente incompatível de pessoas e o contato corporal íntimo.

E, nestes momentos, quando há pessoas em todas as posicões que o Kama Sutra descreve, quando mesmo o ar foi ocupado por seres humanos, quando algum dos seus órgãos internos já foi lesionado pela pressão, nesse instante quase eterno, levanta-se lá na frente a sádica e infernal figura do cobrador e, com um sorriso interno de regojizo, deixa sair de sua boca as fatídicas palavras: “dá uma apertadinha aí, gente”.

Triste. Triste.

Mas em breve me verei livre de tal situação, amigos. Mamãe já deu a palavra: no ano que vem, talvez, quem sabe, se der, na sorte, ela ganha na loteria e me dá um par de patins esperto.

Cruzem os dedos aí e torçam, ok?

15 de agosto de 2008

Entendendo As Categorias do Ingenuidade

Sou confuso, confesso. Nunca sei direito sobre o que estou falando, sempre me empolgo com besteiras e a única ordem que sigo é a alfabética (apesar de nunca ter certeza se é o r ou o s que vem primeiro). Isso, porém, não quer dizer que o blog precisa ser assim. Nada melhor pra botar ordem na casa do que explicar direitinho o que diabos eu quero dizer com cada uma dessas categorias (que, tenho certeza, você não tinha entendido muito bem, mas nem se importou em perguntar).

1984

O pouco que eu entendo falo de política vem pra cá. É uma categoria escassa por três motivos simples: 1) meu grau de informação sobre os acontecimentos do mundo é proporcional ao grau de qualidade dos filmes do Eddie Murphy, 2) política é tão interessante quanto a vida sexual das marmotas albinas do Congo, 3) existe gente muito mais entendida no assunto e 4) 98,73% das piadas políticas envolvem o Lula e, sinceramente, não acho legais piadas sobre perda de dedos ou alcoolismo. Mesmo assim, de vez em quando, falo alguma besteira sobre (política, não perda de dedos e alcoolismo).

Admiráveis Mundos Novos

Novas realidades nos encontram a todo instante. É esse o espaço em que vou apresentar a você, amigo leitor, todas as que eu conhecer. Links, imagens, textos e todas as outras coisas, virtuais ou não. Pois bem, sempre que eu descobrir alguma coisa dessas, vem pra cá. (Se não for antes pra , claro)

As Revoluções e Os Bichos

Todo dia lançam uma nova revolução. Todo dia nossa vida é mudada completamente (pra, em geral, continuar a mesma). Meus comentários sobre essas mudanças estarão por aqui.

Blogagem

Notas administrativas, justificativas de ausência, mudanças significativas e todo tipo de burocracia que você provavelmente não vai gostar de ler. Um lugar pra você se informar sobre como anda o Ingenuidade e como vai a família.

Clube Das Lutas

Dizem por aí que opinião é que nem a porção final do tubo digestório: cada um tem a sua e meter o dedo na dos outros não é muito legal (pelo menos em público). Apesar da comparação não me agradar, estará nessa categoria minha porção final do tubo digestório, para vocês verem, admirarem e descobrirem quanta merda pode dar.

Curtas

Tá com pressa?

Diarinho Secreto

Pra quando você estiver cansado de ver sobre a vida daquele ator da novela ou daquele jogador de futebol. Mas vou logo dizendo que não tem nada de emocionante como uma festinha noturna com travestis ou coisa parecida.

Laranjas Mecânicas

Sabe quando uma lâmpada queima e, mesmo assim, você liga o interruptor por impulso toda vez que entra no quarto? Sabe aquela tendência natural a achar que coisas relacionadas a sexo são sórdidas? Sabe todos aqueles hábitos e ações que nutrimos sem pensar? Então.

O Nonsense Total

Se eu tiver que explicar isso pra você, colega, desligue o PC e vá assistir um filme do Eddie Murphy, ok?

Praticamente Inofensivos

É natural não gostar das pessoas, principalmente porque a maioria delas esqueceu metade do que papai e mamãe ensinaram na infância e nunca é a metade que inclui violência doméstica e alcoolismo. Eu, como todo bom ser humano, não gosto de um monte de atitude das pessoas por aí e é esta a categoria em que vou falar mal sem olhar a qual.

Realismo Fantástico

Baseado em fatos reais, mas só baseado.

Tentativa de Resenha

Dar sua opinião sobre filmes, séries e livros é o truque mais velho do blogueiro pra quando não há nenhuma boa idéia pra post. Como nenhuma boa idéia nunca apareceu aqui no Ingenuidade pra visitar, espere ver essa categoria aparecendo bastante, meu caro leitor.

Vestibular

Uma categoria que, graças ao meu forte estudo (e aos cinquenta mil depositados na conta de um certo reitor), não mais me preocupa.

Sem categoria

Você é mais esperto que isso, né?

4 de agosto de 2008

Quem é o Assassino de A Favorita?

Quem matou Marcelo Fontini? Flora ou Donatella?

A resposta é mais que óbvia: o assassino da novela A Favorita é o Coronel Mostarda, com a corda na sala de estar.

Essa foi fácil.

2 de agosto de 2008

Pensamento Político de Hugo Brisolla

Um amigo meu é um daqueles caras que chamam por aí de “engajado”. Não sei o que querem dizer com “engajado”, mas imagino que seja uma pessoa que tem opinião sobre tudo, reclama pra cacete e não é uma boa companhia pra uma cervejinha na sexta à tarde. Esse tal amigo me perguntou qual era minha posição política. Aquela coisa de ser de esquerda, direita, meia de campo ou zagueiro mesmo. (ARGH, eu citei futebol, ARGH)

Não costumo responder esses testes de “compasso político” que revistas como a Veja ou a Capricho publicam vez ou outra, mas isso me deixou pensando. Tentei então pensar em minhas idéias e ver onde me encaixo (e mais importante, se tem internet grátis lá).

Defendo, por exemplo, que o governo forneça gratuitamente boa educação, saúde e vales-pizza, estes direitos básicos do cerumano ser humano. O que isso diz sobre minha orientação política? Segundo uma pequena pesquisa na internet, significa que sou de esquerda, mas acho mesmo que indica que gosto de coisas de graça e também adoro pizza.

Ainda no campo da política, sou contra os incentivos governamentais em cultura, principalmente porque nenhum deles é transferido para este blog, que, se vocês me permitem a falta de modéstia, é melhor que muito filme nacional que retrata a favela.

O governo nem devia interferir tanto na economia e na nossa vida. Aliás, acredito que o governo devia parar de pensar que é o paizão do povo, sendo que mais parece aquele tio chato e bêbado que só aparece em festas e datas especiais e não pode ser deixado sozinho com as meninas (que, nesse caso, representam os impostos).

Sou também defensor das liberdades individuais. Acho que as pessoas podem fazer o que bem entenderem, pensar o que quiserem, enfiar os objetos que quiserem nos orifícios que quiserem e, até mesmo, assistir filmes do Eddie Murphy se quiserem (apesar de eu considerar isso altamente não recomendável pra saúde de seus neurônios). Defendo todas as liberdades individuais, desde que ninguém venha me encher o saco. Tô aqui no meu canto, me divertindo caladinho, sem te incomodar ou atrapalhar, então mantenha suas liberdades individuais dentro das calças e longe de mim, ok?

Pensando bem no assunto, acho que é esse meu lema político maior, minha idéia central, meu eixo norteador, meu guia para cada escolha e cada pensamento que possuo em política: a melhor forma de governo é aquela que não enche meu saco.

O que é praticamente impossível de conseguir, tendo em vista os políticos que temos por aí.